30/Sep/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta terça-feira (29/09), em movimento de correção após a queda superior a 2% registrada na sessão anterior. O contrato para novembro subiu 9,50 cents, ou 0,74%, e fechou a US$ 12,97 por bushel. Na segunda-feira (28/09), a oleaginosa havia sido pressionada pela liquidação de posições compradas após a exclusão da soja do pacote de alívio tarifário anunciado por China e Estados Unidos. A alta desta terça-feira (29/09) foi sustentada, em parte, pelo clima úmido em áreas do Meio Oeste dos Estados Unidos, que vem dificultando o avanço da colheita.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 17% da safra havia sido colhida até o dia 27 de setembro, ante 18% no mesmo período do ano passado e 17% na média dos cinco anos anteriores. Embora o ritmo esteja alinhado à média histórica, o percentual ficou abaixo das expectativas dos analistas. A demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos permanece firme, apesar de o grão ter ficado fora do acordo tarifário anunciado no fim de semana. Conforme a StoneX, a China já cumpriu mais da metade do compromisso de adquirir 25 milhões de toneladas de soja norte-americana, com as compras realizadas por empresas estatais. Dados do USDA mostram que 1,15 milhão de toneladas de soja foram inspecionadas para embarque nos portos dos Estados Unidos na semana encerrada em 24 de setembro, alta de 49,8% ante a semana anterior.
Desse total, 806.776 toneladas tinham a China como destino. Os participantes do mercado também ajustaram posições antes da divulgação do relatório trimestral de estoques do USDA, prevista para esta quarta-feira (29/09). Analistas projetam que os estoques de soja dos Estados Unidos em 1º de setembro sejam estimados em 8,79 milhões de toneladas, ante 8,85 milhões de toneladas registradas um ano antes. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que o plantio de soja alcançava 3,9% da área prevista no dia 25 de setembro, avanço de 3,4% em relação à semana anterior. Em comparação com o mesmo período da safra 2025/26, os trabalhos estão 0,4% adiantados.