28/Sep/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam próximos da estabilidade na sexta-feira (25/09), em um cenário de ausência de novos anúncios sobre compras de produtos agrícolas após a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. A falta de novidades teve impacto limitado sobre a oleaginosa, diante da continuidade das compras chinesas de soja norte-americana. O contrato novembro avançou 1,50 cent, ou 0,11%, e fechou a US$ 13,19 por bushel e acumula alta de 1,19% na semana passada.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores norte-americanos relataram a venda de 120 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. A agência também registrou vendas de 582,4 mil toneladas da safra 2026/27 na semana encerrada em 17 de setembro, das quais 311,8 mil toneladas tiveram a China como destino. Até 17 de setembro, as compras chinesas de soja da safra 2026/27 somavam 10,17 milhões de toneladas, equivalentes a cerca de 48% do volume total vendido pelos Estados Unidos. O ritmo recente das aquisições permanece compatível com o cumprimento da meta de 25 milhões de toneladas neste ano. O mercado também começa a incorporar o posicionamento dos traders antes da divulgação do relatório trimestral de estoques do USDA, prevista para quarta-feira (30/09).
Analistas estimam que os estoques de soja nos Estados Unidos em 1º de setembro sejam de 8,79 milhões de toneladas, ante 8,85 milhões de toneladas em igual período do ano anterior. O histórico recente indica que o relatório de estoques não tem provocado volatilidade elevada no mercado de soja, embora tenha sido seguido por movimentos de baixa nos preços em cada um dos últimos cinco anos. Pode haver ajustes nas posições dos participantes antes da divulgação dos dados oficiais, especialmente diante da combinação entre estoques norte-americanos próximos aos níveis do ano anterior e a continuidade das compras chinesas.