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25/Sep/2026

Futuros de soja encerram praticamente estáveis

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam próximos da estabilidade nesta quinta-feira (24/09), em meio à expectativa por possíveis anúncios de novas compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos. O vencimento novembro recuou 0,50 cent, ou 0,04%, e fechou a US$ 13,17 por bushel. A atenção do mercado esteve concentrada no encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, realizado em Washington. Havia expectativa de que a reunião resultasse em novos compromissos relacionados ao comércio de produtos agrícolas. Após o encontro, Trump classificou a reunião como positiva, mas não apresentou detalhes sobre os resultados nem respondeu a outras perguntas da imprensa.

A avaliação do mercado também considera o nível elevado das cotações para esta época do ano e o volume expressivo de posições compradas mantidas pelos fundos. A reunião entre os líderes norte-americano e chinês é acompanhada como um teste para a sustentação desses preços, especialmente diante da necessidade de avaliar quanto das expectativas relacionadas ao comércio agrícola já estava incorporado às cotações antes do encontro. Os dados semanais de vendas externas dos Estados Unidos também limitaram o desempenho da soja. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os exportadores norte-americanos venderam 582,4 mil toneladas de soja da safra 2026/27 na semana encerrada em 17 de setembro, das quais 311,8 mil toneladas tiveram a China como destino. As vendas totais ficaram próximas do piso das estimativas dos analistas, que variavam de 500 mil a 2 milhões de toneladas.

Até 17 de setembro, a China havia adquirido 10,17 milhões de toneladas de soja da safra 2026/27 dos Estados Unidos, equivalente a cerca de 48% do volume total vendido pelos exportadores norte-americanos no período. O USDA também registrou uma venda adicional de 120 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. O comportamento das cotações permanece, portanto, condicionado à evolução das compras chinesas, aos compromissos comerciais entre Estados Unidos e China e ao ritmo das vendas externas norte-americanas. A confirmação de novos volumes de compras pela China poderá alterar as expectativas de demanda para a soja dos Estados Unidos, enquanto vendas semanais próximas do piso das projeções mantêm pressão sobre os contratos.