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25/Sep/2026

China cumpre apenas meta de compra de soja dos EUA

A China vem cumprindo integralmente a meta de compra de soja dos Estados Unidos, mas permanece abaixo do ritmo previsto na aquisição de outros produtos agropecuários e alimentícios. Os dois países devem anunciar novos compromissos nos setores agrícola e de serviços financeiros durante o encontro bilateral entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, realizado na Casa Branca entre 23 e 25 de setembro. No âmbito das negociações, Estados Unidos e China concordaram em estender a trégua tarifária entre os dois países até 10 de janeiro de 2027, ante o prazo anterior de 10 de novembro. A extensão amplia o período de vigência do acordo comercial enquanto as duas economias avançam nas negociações sobre compromissos em diferentes setores. A China vem cumprindo a meta de adquirir 25 milhões de toneladas de soja norte-americana por ano entre 2026 e 2028, compromisso assumido na cúpula de Busan, em outubro de 2025. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que os compradores chineses já reservaram 9,97 milhões de toneladas de soja norte-americana para o ano comercial 2026/27.

Em contrapartida, autoridades norte-americanas pressionam pela aceleração das compras de cerca de US$ 17 bilhões em outros produtos agrícolas e alimentícios acordados em maio de 2026. O volume permanece abaixo do cronograma previsto, aumentando a pressão para que a China acelere as aquisições ao longo do período de vigência dos compromissos comerciais. A diferença de ritmo também aparece no comércio de proteína animal. Os Estados Unidos venderam 7,3 mil toneladas de carne bovina para a China até 17 de setembro de 2026, volume inferior às 35 mil toneladas negociadas no mesmo período de 2025. O desempenho evidencia que, embora as compras de soja estejam avançando de acordo com a meta estabelecida, outros segmentos do agronegócio norte-americano apresentam ritmo mais lento de comercialização para o mercado chinês. Agricultores dos Estados Unidos estão pressionando o presidente Donald Trump por garantias de compras de produtos agrícolas pela China e pela retirada das tarifas retaliatórias de 10% mantidas pela China sobre embarques norte-americanos.

A China deve reafirmar as metas de importação estabelecidas anteriormente, mas é improvável o anúncio de novos contratos ou a retirada imediata das tarifas aplicadas aos produtos dos Estados Unidos. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) até 10 de setembro indicam a confirmação de quase 10 milhões de toneladas de soja da nova safra negociadas com a China. O volume, somado às vendas registradas para destinos não revelados, mantém o país asiático no caminho para cumprir a meta anual de aquisição de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana. O movimento ocorre em um momento de pressão do setor agrícola dos Estados Unidos por maior previsibilidade para as exportações ao mercado chinês. A manutenção das tarifas retaliatórias de 10% e a ausência de novos contratos limitam a visibilidade sobre o ritmo de expansão das compras, enquanto a confirmação de volumes próximos de 10 milhões de toneladas reforça o avanço das aquisições de soja da nova safra. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.