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22/Sep/2026

Futuros de soja sobem antes da Cúpula EUA-China

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta segunda-feira (21/09), em meio à expectativa pelo encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, previsto para 24 de setembro, em Washington. O mercado trabalha com a possibilidade de que a reunião resulte em compromissos da China para ampliar as compras de produtos agrícolas norte-americanos, incluindo soja. O contrato novembro avançou 24,50 centavos de dólar, ou 1,88%, e fechou a US$ 13,28 por bushel. A perspectiva de melhora das relações comerciais entre Estados Unidos e China trouxe suporte aos preços. A AgResource avalia que os grãos norte-americanos podem se beneficiar do encontro, diante da busca do governo dos Estados Unidos por avanços diplomáticos antes das eleições de meio de mandato.

O mercado também acompanha a possibilidade de retirada, pela China, da tarifa de 10% incidente sobre a soja e outros grãos dos Estados Unidos. A China voltou ao centro das atenções do mercado de soja após a produtividade das lavouras e o farelo concentrarem o foco dos investidores nas semanas anteriores. O farelo de soja subiu mais de 2%, recuperando parte das perdas superiores a 3% registradas na sessão anterior, e contribuiu para sustentar os contratos da oleaginosa. Os dados de exportação dos Estados Unidos reforçaram o movimento de alta. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foram inspecionadas 759.193 toneladas de soja para embarque nos portos norte-americanos na semana encerrada em 17 de setembro, aumento de 11,6% ante a semana anterior.

Do volume total, 446.789 toneladas tinham a China como destino. No Brasil, o plantio da safra de soja 2026/27 avançou para 1,2% da área total estimada até 17 de setembro, segundo a AgRural. Na semana anterior, o percentual era de 0,4% e, em igual período do ciclo anterior, de 0,9%. O avanço das operações de campo ocorre paralelamente à atenção do mercado internacional sobre a demanda chinesa e a evolução das relações comerciais entre Estados Unidos e China. A combinação entre a expectativa de maior demanda chinesa pela soja norte-americana, o aumento dos embarques dos Estados Unidos e a recuperação do farelo sustentou os preços em Chicago. O encontro entre Trump e Xi passa a ser o principal fator de curto prazo para o mercado, enquanto a evolução do plantio no Brasil e o fluxo de exportações norte-americanas permanecem como referências para a formação das cotações.