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22/Sep/2026

China concentra compras agrícolas dos EUA na soja

A China acelerou nas últimas semanas as compras de soja dos Estados Unidos e já adquiriu cerca de metade das 25 milhões de toneladas previstas no compromisso anual. O movimento contrasta com o ritmo das compras de outros produtos agrícolas norte-americanos, que permanece fraco às vésperas de novo encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. As compras chinesas de milho dos Estados Unidos somaram apenas US$ 6,9 milhões entre janeiro e julho de 2026, ante US$ 5,2 bilhões no mesmo período de 2022. No conjunto dos produtos agrícolas, excluindo a soja, a China importou US$ 3,9 bilhões dos Estados Unidos nos sete primeiros meses de 2026.

O valor ficou apenas pouco acima do registrado em igual período de 2025 e permanece distante do compromisso anunciado pela Casa Branca de pelo menos US$ 17 bilhões por ano até 2028. A soja aparece, portanto, como exceção no fluxo de compras agrícolas chinesas nos Estados Unidos. O avanço das aquisições ocorre em um momento de retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e aumenta a relevância da oleaginosa na agenda bilateral, especialmente diante da expectativa em torno do encontro entre Trump e Xi. O compromisso de compras agrícolas, contudo, apresenta diferenças de interpretação entre os dois governos. O governo norte-americano estabeleceu a referência de pelo menos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas norte-americanos, além da meta de 25 milhões de toneladas de soja por ano.

A China, por sua vez, não confirmou oficialmente o valor de US$ 17 bilhões e indicou apenas a existência de metas para ampliar o comércio agrícola bilateral. A diferença entre o desempenho da soja e dos demais produtos agrícolas reforça a concentração das compras chinesas em determinadas commodities. Para o mercado de soja, o avanço das aquisições tende a reduzir parte das incertezas sobre a demanda norte-americana, mas a evolução das negociações entre os dois países continuará determinante para o ritmo dos embarques e para a formação das cotações internacionais. Fonte: The New York Times. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.