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21/Sep/2026

Brasil: projeção do processamento de soja em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou de 63,3 milhões para 63,5 milhões de toneladas a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026, alta de 0,3% ante a estimativa divulgada em 14 de agosto. Caso confirmado, o volume será recorde para o esmagamento da oleaginosa no País. Em sentido contrário, reduziu de 115,4 milhões para 115 milhões de toneladas a previsão de exportação de soja em grão, queda de 0,3%. A produção nacional foi mantida em 180,464 milhões de toneladas, conforme o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de 13 de agosto. As importações permaneceram projetadas em 900 mil toneladas e o volume destinado a sementes e outros usos, em 3 milhões de toneladas. Com o aumento do processamento e a redução das exportações, a Abiove elevou de 6,479 milhões para 6,679 milhões de toneladas a estimativa de estoque final de soja em 2026, avanço de 3,1%.

Se confirmado, o processamento deverá crescer 8,2% em relação aos 58,698 milhões de toneladas registrados em 2025. Esta é a terceira revisão consecutiva para cima na estimativa de esmagamento para 2026. A Abiove projetava 62,5 milhões de toneladas em maio, elevou a previsão para 63,3 milhões de toneladas em julho e agora passou a estimar 63,5 milhões de toneladas. Entre os derivados, a produção de farelo de soja foi elevada de 48,7 milhões para 48,9 milhões de toneladas, alta de 0,4%, enquanto a exportação permaneceu projetada em 25,3 milhões de toneladas. O estoque final do farelo passou de 4,096 milhões para 4,296 milhões de toneladas, aumento de 4,9%. Para o óleo de soja, a produção foi revisada de 12,75 milhões para 12,8 milhões de toneladas, avanço de 0,4%. A exportação subiu de 1,7 milhão para 1,8 milhão de toneladas, alta de 5,9%, maior ajuste percentual entre os componentes do balanço.

O consumo interno foi mantido em 11 milhões de toneladas, enquanto o estoque final caiu de 836 mil para 786 mil toneladas, recuo de 6%. Os dados mensais indicam aceleração do processamento industrial. Em julho, foram esmagadas 5,13 milhões de toneladas de soja, volume 1,9% superior ao de junho e 7,4% acima do registrado em julho de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual amostral. No acumulado de janeiro a julho, o processamento alcançou 33,6 milhões de toneladas, aumento de 8,3% em relação ao mesmo período de 2025. A revisão reflete o ritmo elevado de processamento observado no mercado brasileiro e o aumento da demanda internacional por óleo de soja. O avanço acumulado do esmagamento mantém a indústria como importante vetor de demanda pela oleaginosa no mercado interno e amplia a oferta doméstica de farelo e óleo. A entidade segue monitorando as condições de oferta e demanda para o abastecimento de soja e derivados ao longo de 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.