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18/Sep/2026

Futuros de soja encerram praticamente estáveis

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam perto da estabilidade nesta quinta-feira (17/09), com o vencimento novembro em queda de 0,75 cent, ou 0,06%, a US$ 13,19 por bushel. A ausência de novas vendas avulsas para a China nesta semana e o avanço da colheita nos Estados Unidos limitaram o desempenho das cotações, enquanto rumores sobre uma possível redução de tarifas entre Estados Unidos e China para produtos agrícolas e de energia mantiveram expectativas de aumento das compras chinesas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os exportadores norte-americanos venderam 1,7 milhão de toneladas de soja da safra 2026/27 na semana encerrada em 10 de setembro. Desse total, 875,3 mil toneladas tiveram a China como destino.

As vendas totais ficaram dentro das estimativas dos analistas, que variavam de 900 mil a 2,4 milhões de toneladas. Até 10 de setembro, os Estados Unidos haviam comercializado 20,6 milhões de toneladas da nova safra, mais que o dobro do volume registrado no mesmo período do ano passado. A China respondeu por cerca de 48% desse total. O início da colheita da soja nos Estados Unidos e a queda dos preços do óleo de soja também exerceram pressão sobre o mercado. Esse movimento foi parcialmente compensado pelo desempenho do farelo de soja, que avançou mais de 1,5% e acumula valorização superior a 7% em setembro, sustentado pela demanda externa. No acumulado do ano comercial até 10 de setembro, os Estados Unidos venderam 18 milhões de toneladas de farelo de soja, aumento de 15% ante igual período do ano anterior, conforme dados do USDA.

Ao mesmo tempo, os prêmios da América do Sul permanecem em alta, enquanto o farelo norte-americano mantém competitividade no mercado internacional, reforçando o suporte ao derivado e limitando a pressão sobre os futuros da oleaginosa. O desempenho do complexo soja permanece condicionado, portanto, ao ritmo das compras chinesas, à evolução da colheita norte-americana e ao comportamento dos derivados. Uma eventual redução das tarifas entre Estados Unidos e China poderia favorecer novas compras chinesas de produtos agrícolas e dar suporte à demanda por soja norte-americana, enquanto o avanço da oferta nos Estados Unidos tende a limitar ganhos no curto prazo.