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18/Sep/2026

China pode ter comprado 14 milhões de t dos EUA

Segundo estimativa da AgResource, a China pode já ter contratado cerca de 14 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos para a temporada 2026/27, às vésperas de novas negociações comerciais entre China e Estados Unidos. O volume reforça a avaliação de que as exportações norte-americanas podem superar a projeção atual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), enquanto a demanda doméstica permanece firme. Até 10 de setembro, 9,8 milhões de toneladas estavam oficialmente vendidas à China. Outros 6 milhões de toneladas apareciam destinadas a compradores não identificados, dos quais cerca de 4 milhões de toneladas também tenham como destino o mercado chinês. Nesse cenário, as compras da China chegariam a aproximadamente 14 milhões de toneladas antes das negociações comerciais previstas para a próxima semana. É possível que as compras chinesas alcancem 25 milhões de toneladas ao longo do ciclo.

Caso o México adquira entre 5 milhões e 5,5 milhões de toneladas, os dois países responderiam por aproximadamente 30 milhões a 31 milhões de toneladas das exportações norte-americanas de soja. Com esse nível de demanda, é possível que os embarques totais dos Estados Unidos atinjam cerca de 49 milhões de toneladas. Para alcançar esse volume, seriam necessárias novas vendas de 13 milhões a 14 milhões de toneladas para destinos fora da China até o fim da temporada, volume considerado historicamente comercializável pelos Estados Unidos. A projeção atual do USDA é de 45,9 milhões de toneladas. A AgResource trabalha com estimativa de 47,1 milhões de toneladas, mas considera possível um volume superior. A diferença entre as projeções está relacionada principalmente à avaliação de que o ritmo das compras externas pode permanecer acima do previsto pelo USDA. A demanda interna norte-americana também permanece firme. As margens de esmagamento estavam próximas de US$ 2,50 por bushel, enquanto compradores do centro de Illinois ofereciam prêmio de +US$ 0,30 por bushel sobre o contrato de novembro na Bolsa de Chicago para a soja física.

As condições de comercialização indicam sustentação da demanda por matéria-prima e reduzem o espaço para uma retração do esmagamento. A necessidade de limitar o consumo de soja nos Estados Unidos dependeria principalmente de uma redução no ritmo de esmagamento, mas as margens atuais continuam incentivando a indústria a buscar matéria-prima. O farelo de soja também sustenta o processamento e atingiu nova máxima para o contrato durante a madrugada. A valorização do derivado pode elevar sua participação no custo das rações e aumentar a competitividade relativa do milho na formulação para alimentação animal. A AgResource estima que os estoques norte-americanos de milho, soja e trigo fiquem próximos ou abaixo dos níveis observados entre 2020 e 2022. Nesse cenário, algum grau de racionamento da demanda será necessário, mas a intensidade dependerá principalmente das próximas estimativas de produtividade e do tamanho final dos déficits de oferta. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.