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18/Sep/2026

EUA: setor agrícola pede fim de tarifas sobre a China

A Associação Americana da Soja (ASA) enviou carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando que o governo cobre o cumprimento dos compromissos de compra de grãos pela China e busque a eliminação das tarifas retaliatórias durante a cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, marcada para 24 de setembro, em Washington. A entidade defende maior estabilidade e previsibilidade na relação comercial entre os dois países em um momento de início da colheita norte-americana de soja. Até 11 de setembro, importadores chineses haviam contratado 15,5 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos para a atual temporada, ante 3,7 milhões de toneladas em igual período do ano anterior. O volume já representa avanço relevante em direção à meta de pelo menos 25 milhões de toneladas anuais estabelecida para 2026, 2027 e 2028.

A ASA apresentou três prioridades para as negociações. A primeira é incluir a soja como bem não sensível na estrutura do Conselho Comercial EUA-China proposto. A segunda é eliminar a tarifa retaliatória de 10% aplicada pela China sobre a soja norte-americana, que limita as compras principalmente ao setor estatal chinês. A terceira é assegurar que as taxas portuárias previstas na Seção 301 para navios chineses não provoquem interrupções logísticas durante o período de escoamento da nova safra norte-americana. A associação considera a previsibilidade do mercado chinês relevante para os produtores dos Estados Unidos, especialmente durante a colheita. A retirada das barreiras tarifárias também alteraria as condições de competitividade da soja norte-americana frente ao produto brasileiro e poderia ampliar novamente a participação de empresas comerciais privadas chinesas nas compras dos Estados Unidos.

A evolução das compras chinesas ocorre em um momento de maior atenção ao fluxo de soja dos Estados Unidos para a China. O volume de 15,5 milhões de toneladas contratado até 11 de setembro é mais de quatro vezes superior ao registrado no mesmo período de 2025, mas ainda precisa avançar para alcançar a referência anual de 25 milhões de toneladas estabelecida para os próximos três anos. A cúpula de 24 de setembro, portanto, terá como pontos de interesse para o mercado de soja o cumprimento das metas de compras, o tratamento tarifário aplicado ao produto norte-americano e as condições logísticas para o embarque da nova safra. A definição desses fatores poderá influenciar a distribuição da demanda chinesa entre Estados Unidos e Brasil ao longo da temporada 2026/27. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.