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17/Sep/2026

Futuros de soja encerram praticamente estáveis

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam próximos da estabilidade nesta quarta-feira (16/09), recuperando as perdas registradas durante a sessão. O vencimento novembro avançou 1,75 centavo, ou 0,13%, e fechou a US$ 13,20 por bushel. O mercado recebeu suporte da expectativa de continuidade das compras de soja norte-americana pela China. Não foram registradas vendas avulsas para o país asiático ou para destinos desconhecidos nos últimos quatro dias úteis, mas há rumores de que Estados Unidos e China estariam discutindo uma forte redução de tarifas sobre produtos agrícolas e de energia.

Segundo estimativa do ING, a China já comprou quase 13 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos na temporada, mais da metade do compromisso anual de 25 milhões de toneladas assumido com o governo norte-americano. O volume é considerado um sinal positivo antes da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, prevista para 24 de setembro. O suporte da demanda chinesa foi parcialmente compensado pela queda de cerca de 1% do óleo de soja. O derivado acompanhou o enfraquecimento do petróleo, que reduz o incentivo das refinarias para a mistura de biodiesel ao diesel. O óleo de soja é uma das principais matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível.

O início da colheita da soja nos Estados Unidos também limitou a sustentação dos preços. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os produtores haviam colhido 6% da safra até o dia 13 de setembro, ante 5% em igual período do ano anterior e 3% na média dos cinco anos anteriores. O mercado permanece, portanto, dividido entre a expectativa de continuidade da demanda chinesa pela soja norte-americana e a pressão sazonal decorrente do avanço da colheita nos Estados Unidos, enquanto o comportamento do petróleo e do óleo de soja influencia as perspectivas para a demanda vinculada aos biocombustíveis.