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17/Sep/2026

Óleo de Soja: B16 relevante para demanda no Brasil

Segundo a StoneX, a sustentação dos preços do óleo de soja no mercado global em 2027 dependerá principalmente da demanda do setor de biocombustíveis nos Estados Unidos, da volatilidade do petróleo e da evolução da mistura de biodiesel no Brasil. Nos Estados Unidos, as metas volumétricas de biodiesel e diesel renovável (HVO) permanecem elevadas para 2027, enquanto o balanço entre oferta e demanda tende a manter as cotações sustentadas. As metas para biocombustíveis nos Estados Unidos indicam continuidade da demanda pelo óleo de soja como matéria-prima. Embora o crescimento entre 2026 e 2027 seja inferior ao observado entre 2025 e 2026, os volumes previstos exigem a manutenção da atividade das indústrias de esmagamento e das biorrefinarias.

Ao mesmo tempo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vem elevando as projeções para o consumo doméstico norte-americano do insumo, em detrimento das exportações, com a produção avançando em ritmo inferior ao crescimento da demanda. O estímulo à demanda proporcionado pelos biocombustíveis já foi incorporado em parte pelas cotações nos últimos meses. Ainda assim, a relação entre oferta e demanda nos Estados Unidos deve continuar funcionando como fator de sustentação dos preços ao longo de 2027, diante do crescimento mais rápido do consumo em relação à produção. No mercado de energia, o petróleo permanece como importante fonte de volatilidade para os preços dos óleos vegetais, principalmente em razão dos conflitos geopolíticos.

Uma eventual retomada dos fluxos de transporte pelo Estreito de Ormuz e pelo Mar Vermelho poderia recompor parte da oferta global de petróleo e favorecer preços menores da commodity em 2027. Em sentido contrário, a permanência de restrições à oferta de petróleo tende a oferecer suporte adicional aos preços dos óleos vegetais, ao preservar a competitividade relativa das matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis. No Brasil, a trajetória do óleo de soja estará diretamente relacionada às definições sobre o mandato de mistura de biodiesel. A mistura permaneceu em B15 em 2026, enquanto a expectativa de adoção do B16 foi transferida para 2027 e está condicionada à conclusão dos testes de viabilidade.

A demanda brasileira por óleo de soja deve crescer em 2027 mesmo com a manutenção do B15. Entretanto, esse aumento não seria suficiente para eliminar um eventual excesso de oferta caso o País registre novamente uma safra elevada de soja. Nesse cenário, uma recuperação mais expressiva dos preços do óleo dependeria da implementação do B16, que ampliaria a demanda da indústria de biodiesel em quase 9%. O balanço global de oferta e demanda, portanto, deverá permanecer como principal vetor de formação dos preços em 2027. Nos Estados Unidos, a combinação entre metas elevadas de biocombustíveis e produção crescendo abaixo do consumo tende a limitar a disponibilidade do óleo de soja, enquanto, no Brasil, a evolução do mandato de biodiesel será determinante para definir a capacidade de absorção do aumento da produção de soja. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.