15/Sep/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta segunda-feira (14/09), sustentados pelos ganhos do farelo e do óleo de soja. O avanço do óleo foi favorecido pela alta do petróleo, que aumenta o incentivo econômico para que as refinarias ampliem a mistura de biodiesel ao diesel. O vencimento novembro da oleaginosa subiu 7,75 cents, equivalente a 0,60%, e fechou a US$ 13,04 por bushel. Os dados de inspeção de embarques dos Estados Unidos também contribuíram para dar suporte às cotações. Conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), foram inspecionadas 672.759 toneladas de soja para embarque nos portos norte-americanos na semana encerrada em 10 de setembro, alta de 44,76% ante a semana anterior. Desse volume, 328.245 toneladas tinham a China como destino, reforçando a relevância da demanda chinesa para a formação dos preços internacionais.
Os compromissos de exportação dos Estados Unidos também permanecem como fator de sustentação. O USDA informou que os exportadores norte-americanos venderam 2,64 milhões de toneladas de soja da safra 2026/27 na semana encerrada em 3 de setembro, sendo 1,2 milhão de toneladas para a China. A China já teria cumprido cerca de metade do compromisso de compra de 25 milhões de toneladas assumido com o governo dos Estados Unidos, enquanto se aproxima a reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para 24 de setembro. O encontro é considerado relevante para as perspectivas de continuidade das compras chinesas de soja norte-americana e para o ambiente comercial entre os dois países. No relatório de oferta e demanda divulgado no dia 11 de setembro, o USDA estimou a produção de soja dos Estados Unidos em 123,42 milhões de toneladas, ante 122,99 milhões de toneladas na projeção anterior. Analistas projetavam uma produção de 122,26 milhões de toneladas.
A revisão contribuiu para a queda de 2,68% dos preços da oleaginosa na sessão de divulgação do relatório. Apesar do aumento da produção projetada, a elevação de aproximadamente 680 mil toneladas na previsão de exportações foi considerada mais relevante para o balanço, compensando o acréscimo estimado na oferta. No Brasil, o plantio da safra de soja 2026/27 alcançava 0,4% da área prevista até o dia 10 de setembro, segundo a AgRural. Na semana anterior, o índice era de 0,05%, enquanto, no mesmo período do ciclo anterior, o plantio estava em 0,1% da área. O avanço inicial das operações brasileiras passa a integrar o conjunto de fatores monitorados pelo mercado, especialmente diante das perspectivas para a oferta sul-americana e da influência do clima sobre o desenvolvimento da nova safra.