15/Sep/2026
Segundo o Itaú BBA, a soja chega valorizada ao início do plantio da safra 2026/27 no Brasil, após forte alta em agosto, sustentada pela menor disponibilidade no mercado spot, por prêmios de exportação firmes e pela demanda nos portos e no mercado interno. Em Sorriso (MT), a soja registrou preço médio de R$ 129,00 por saca de 60 Kg em agosto, alta de 7,9% ante julho. Com a comercialização da safra 2025/26 mais avançada e a entrada na entressafra, os produtores reduziram a oferta de lotes, levando os preços FOB nos portos brasileiros aos maiores patamares dos últimos três anos. A atenção agora está concentrada na implantação da nova safra. A projeção é de avanço mais rápido da semeadura no Paraná ao longo de setembro, especialmente no oeste do Estado, onde as chuvas estão mais regulares.
Em Mato Grosso e Rondônia, as precipitações permanecem irregulares, o que tende a levar os produtores a avançar de forma gradual e escalonada, à espera de maior regularidade das chuvas para assegurar melhores condições de estabelecimento das lavouras. O balanço mundial também permanece ajustado. No relatório de setembro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou a produção global de soja em 44235 milhões de toneladas em 2026/27, alta de 3% ante a temporada anterior, enquanto o consumo deve alcançar o mesmo volume. Os estoques finais foram estimados em 124,02 milhões de toneladas, queda de 1%, e a relação estoque/consumo deve recuar de 29% para 28%. O crescimento da oferta continua sendo amplamente absorvido pela demanda, mantendo um quadro de equilíbrio mundial relativamente apertado para a temporada 2026/27.
Nos Estados Unidos, o USDA elevou a estimativa de produção de 122,99 milhões para 123,42 milhões de toneladas, mas também aumentou a previsão de exportações, de 45,18 milhões para 45,86 milhões de toneladas. Como consequência, os estoques finais foram reduzidos de 8,71 milhões para 8,43 milhões de toneladas, enquanto a relação estoque/consumo caiu de 7% para 6,8%, reforçando o quadro de menor folga no mercado norte-americano. A China também ampliou a demanda pela nova safra dos Estados Unidos. Até o fim de agosto, as vendas externas totais norte-americanas para 2026/27 somavam cerca de 11,9 milhões de toneladas, praticamente o dobro do volume registrado um ano antes. A recuperação das vendas antecipadas ocorreu após a aceleração das compras chinesas, em contraste com o desempenho mais fraco observado no ciclo anterior. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.