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14/Sep/2026

Futuros em baixa após USDA elevar safra dos EUA

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda na sexta-feira (11/09), pressionados pela revisão para cima da produção e do rendimento nos Estados Unidos no relatório de oferta e demanda de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O vencimento novembro recuou 35,75 centavos de dólar, ou 2,68%, e fechou a US$ 12,96 por bushel. Na semana passada, a oleaginosa acumulou perda de 1%. O USDA estimou a safra de soja dos Estados Unidos em 123,42 milhões de toneladas, ante 122,99 milhões de toneladas projetadas no mês anterior. O volume ficou acima da expectativa dos analistas, de 122,26 milhões de toneladas. A projeção de rendimento também foi elevada, de 3,544 para 3,551 toneladas por hectare.

Na contramão do aumento da produção, o USDA reduziu a estimativa dos estoques norte-americanos de soja ao fim da temporada 2026/27, de 8,71 milhões para 8,43 milhões de toneladas. A redução das reservas finais não foi suficiente para neutralizar a pressão baixista provocada pela perspectiva de maior oferta da nova safra. O mercado também foi pressionado pelo óleo de soja, que recuou cerca de 3%. O derivado acompanhou a desvalorização do petróleo, movimento que reduz o incentivo econômico para que as refinarias ampliem a mistura de biodiesel ao diesel. Como o óleo de soja é uma das principais matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível, a queda do petróleo também afeta as perspectivas de demanda pelo derivado e, indiretamente, exerce pressão sobre os preços da oleaginosa.

Os dados semanais de vendas externas dos Estados Unidos ficaram dentro das expectativas do mercado. Exportadores norte-americanos comercializaram 2,64 milhões de toneladas de soja da safra 2026/27 na semana encerrada em 3 de setembro, conforme o USDA. A China respondeu por 1,2 milhão de toneladas desse volume, mantendo participação relevante na demanda internacional pela soja norte-americana. Para a temporada 2025/26, porém, os cancelamentos superaram as vendas em 175,3 mil toneladas. Mesmo com a demanda externa sustentando parte do mercado, a revisão positiva da produção e do rendimento nos Estados Unidos, combinada à queda do óleo de soja e do petróleo, prevaleceu sobre os demais fatores e determinou a forte correção dos contratos.