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11/Sep/2026

EUA: diesel pressiona rentabilidade dos produtores

Os contratos futuros de grãos negociados nos Estados Unidos, em máximas de vários anos, renovam as perspectivas de recuperação da rentabilidade dos produtores, após um período marcado por preços mais baixos das commodities e custos elevados de insumos, como fertilizantes e sementes. A forte alta dos combustíveis, contudo, impulsionada pelos conflitos no exterior, aumenta os custos operacionais e ameaça reduzir parte do ganho proporcionado pela valorização dos grãos. Segundo a Associação Automobilística Americana (AAA), o preço médio do diesel no varejo atingiu novo recorde nos Estados Unidos, a US$ 5,9773 por galão.

Para os produtores rurais, o avanço do combustível representa aumento do custo da colheita, em um momento no qual as despesas operacionais já permanecem elevadas. A alta do diesel afeta diretamente operações de máquinas agrícolas, transporte e demais etapas associadas à retirada e movimentação da produção. Na semana passada, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a projeção para a renda líquida das fazendas norte-americanas em 2026 para US$ 158,4 bilhões, ante US$ 153,4 bilhões na estimativa anterior.

A revisão positiva reflete um ambiente de preços mais favorável para as commodities, mas a aceleração dos custos de combustível introduz um fator adicional de pressão sobre as margens, especialmente durante o período de colheita. O cenário evidencia que a recuperação das cotações dos grãos não se traduz integralmente em aumento da rentabilidade no campo. A evolução dos preços das commodities precisa ser analisada em conjunto com os custos de produção, principalmente combustíveis e insumos, que podem absorver parte relevante do ganho de receita em períodos de maior volatilidade internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.