11/Sep/2026
Segundo a mais recente projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o lucro líquido do setor agropecuário dos Estados Unidos deve somar US$ 158,4 bilhões em 2026, queda de US$ 4,3 bilhões, equivalente a 2,6%, ante o resultado de 2025. Em valores ajustados pela inflação, o lucro líquido deve ficar 5,5% abaixo do registrado no ano passado, com redução de US$ 9,1 bilhões. Mesmo com a retração, o resultado projetado permanece acima da média observada entre 2006 e 2025. As projeções consideram aumento de US$ 19,5 bilhões nos pagamentos diretos do governo em relação ao ano anterior, para US$ 47,4 bilhões.
Paralelamente, as despesas totais de produção devem crescer 4,5%, para US$ 492,8 bilhões. O principal avanço entre os componentes dos custos é esperado nas compras de gado e aves, com alta de US$ 7,4 bilhões, equivalente a 11,4%. Os gastos com ração, por outro lado, devem recuar US$ 1,5 bilhão, ou 2,1%. As receitas totais da agricultura devem aumentar 6,1%, para US$ 253 bilhões. Entre as principais culturas, a receita com milho deve crescer US$ 6,8 bilhões, ou 11,3%, enquanto a soja deve registrar aumento de US$ 4,3 bilhões, equivalente a 10%. A receita com trigo deve recuar US$ 300 milhões, ou 2,5%. Para o algodão, a projeção indica alta de US$ 700 milhões, ou 12,5%. Na pecuária, as receitas totais devem cair 5,4%, para US$ 287,3 bilhões.
A receita com bovinos deve aumentar US$ 7 bilhões, ou 5,2%, enquanto a de suínos deve recuar US$ 1,2 bilhão, equivalente a 4%. O faturamento com frangos de corte deve diminuir US$ 1,3 bilhão, ou 2,8%, e a receita com ovos deve apresentar forte retração de US$ 20,9 bilhões, ou 66,3%. No setor de lácteos, a receita deve cair US$ 2,1 bilhões, ou 4,3%. O cenário projetado pelo USDA combina aumento das receitas agrícolas e dos pagamentos diretos do governo com forte elevação das despesas de produção e retração das receitas da pecuária. O resultado é uma redução do lucro líquido nominal do setor em 2026, enquanto, em termos reais, a queda é mais acentuada, embora o indicador ainda permaneça acima da média das duas últimas décadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.