10/Sep/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve baixa nesta quarta-feira (09/09), pressionados pela liquidação de posições compradas após dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostrarem aumento da exposição dos fundos à alta das cotações. Na semana encerrada em 1º de setembro, a posição líquida comprada desses agentes cresceu 17%, de 200.679 para 234.920 lotes. O contrato novembro recuou 6,75 cents, equivalente a 0,51%, e fechou a US$ 13,09 por bushel.
A pressão vendedora foi limitada pela continuidade da demanda chinesa por soja dos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas de 440 mil toneladas, sendo 340 mil toneladas destinadas à China e 100 mil toneladas para destinos não especificados. Na semana anterior, haviam sido anunciadas vendas avulsas de 939,6 mil toneladas de soja norte-americana, das quais 530 mil toneladas tiveram a China como destino. O mercado também passou por ajustes de posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para esta sexta-feira (11/09).
Analistas apontam expectativa de redução da produção de soja dos Estados Unidos de 123 milhões de toneladas para 122,26 milhões de toneladas. Para a produtividade, a projeção é de queda de 3,544 para 3,531 toneladas por hectare. No relatório de acompanhamento das lavouras, divulgado no dia 8 de setembro, o USDA informou que 58% da safra de soja dos Estados Unidos apresentava condição boa ou excelente no dia 6 de setembro, sem alteração em relação à semana anterior. No mesmo período do ano passado, o índice era de 64%. O órgão informou ainda que 26% da safra havia entrado em estágio de queda de folhas, ante 20% no mesmo período de 2025 e a média de 20% dos últimos cinco anos.