09/Sep/2026
Segundo o Monitor Agro do Bradesco, o plantio da safra brasileira de soja 2026/27 começa com condições favoráveis de umidade na Região Centro-Oeste, enquanto cresce a atenção aos efeitos do El Niño, que já provoca chuvas acima da normalidade nas Regiões Sul e no Sudeste e pode afetar as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul. Para os próximos dias, o banco prevê precipitações entre 30 e 90 milímetros nas principais regiões produtoras do Centro-Oeste, volume considerado suficiente para melhorar a umidade do solo e favorecer o avanço inicial da semeadura. A temporada começa após o encerramento do vazio sanitário da soja em parte das regiões produtoras. O período estabelece a proibição da manutenção de plantas vivas da cultura no campo como medida para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática. Mato Grosso e áreas de São Paulo e Paraná já estão liberados para o plantio, enquanto Rondônia e Mato Grosso do Sul devem iniciar a janela de semeadura nas próximas semanas.
As chuvas foram esparsas no Centro-Oeste entre agosto e o início de setembro, comportamento considerado normal para o período. A previsão de precipitações dentro da normalidade nos próximos dias tende a favorecer o avanço da semeadura no início da principal safra agrícola do País. O cenário é diferente no Sul e no Sudeste, que vêm registrando volumes de chuva acima da normalidade, padrão associado pelo banco à atuação do El Niño. No Rio Grande do Sul, uma massa de ar frio também provocou geadas em algumas lavouras de trigo em estágios mais avançados de desenvolvimento, com possibilidade de perdas tanto de produtividade quanto de qualidade do cereal.
O contraste entre as condições climáticas regionais deve manter o clima entre as principais variáveis para a evolução da safra de soja nos próximos meses. A presença do El Niño aumenta a atenção sobre o comportamento das chuvas e das temperaturas ao longo do ciclo. A nova temporada começa após uma safra de elevada produção. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam produção brasileira de soja de 180,4 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 5,2% ante o ciclo anterior. O cenário climático também ganha relevância diante do comportamento dos preços internacionais da soja, que entram na nova temporada em patamar superior ao registrado no início do ano. Em 4 de setembro, a soja na Bolsa de Chicago acumulava valorização de 25,7% em 2026. No mercado brasileiro, a soja em Paranaguá acumulava alta de 12% no ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.