09/Sep/2026
A representação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim manteve em 108 milhões de toneladas a estimativa para as importações chinesas de soja no ano comercial 2026/27. O volume é 4,6 milhões de toneladas inferior à previsão de 112,6 milhões de toneladas para 2025/26. O USDA em Pequim projeta desaceleração do crescimento da demanda chinesa por soja importada nos próximos anos, em linha com a menor expansão da demanda por farelo de soja. Fontes do setor esperam que as safras robustas de Brasil e Argentina resultem em estoques de passagem elevados no início do ano comercial 2026/27. Esse cenário tende a manter os preços da soja importada competitivos no mercado chinês.
As exportações de soja dos Estados Unidos para a China permanecem sujeitas a uma tarifa de 10%, o que proporciona vantagem de preço aos fornecedores da América do Sul. Enquanto os preços da soja sul-americana não avançarem ou a tarifa norte-americana não for reduzida, as empresas estatais chinesas devem continuar liderando as compras de soja dos Estados Unidos, em substituição às empresas privadas, para cumprir o compromisso de adquirir 25 milhões de toneladas no próximo ano. O esmagamento de soja na China deve totalizar 105 milhões de toneladas em 2026/27, redução de 1 milhão de toneladas ante a estimativa para 2025/26. O USDA em Pequim estima o consumo doméstico em 129 milhões de toneladas no próximo ano comercial, em linha com a previsão para 2025/26. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.