03/Sep/2026
O período de vazio sanitário para a soja termina em 6 de setembro em Mato Grosso, mas a liberação do plantio não deve resultar em início imediato da semeadura. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) recomenda cautela diante da expectativa de maior instabilidade climática associada à influência do fenômeno El Niño. A tendência é de que os produtores aguardem a regularização das chuvas antes de intensificar os trabalhos de campo, reduzindo o risco de falhas no estabelecimento das lavouras e de necessidade de replantio.
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) também recomenda atenção às condições de umidade do solo e à regularidade das precipitações antes do início da semeadura. A avaliação é de que a antecipação do plantio sem condições adequadas de umidade pode elevar os custos de produção caso seja necessário realizar o replantio. Para a safra 2026/27, o Imea projeta produção de 48,88 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. A estimativa considera as perspectivas climáticas, o histórico de produtividade, as práticas de manejo e o nível tecnológico adotado pelos produtores.
A combinação desses fatores permite projetar o desempenho da cultura nas diferentes regiões do Estado. Embora o plantio esteja liberado a partir de setembro, a expectativa é de que os produtores mantenham o comportamento observado em outras safras e aguardem a regularização das chuvas, especialmente na segunda quinzena do mês. Para o Imea, a ocorrência das primeiras precipitações não é suficiente para determinar o início seguro da semeadura. É necessário confirmar volumes adequados e regulares de chuva para garantir o estabelecimento das lavouras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.