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02/Sep/2026

Preços da soja avançam acompanhando Chicago

No mercado interno de soja, os preços registraram alta entre R$ 1,00 e R$ 3,00 por saca de 60 Kg nesta terça-feira (1º/09). O dólar apresentou queda firme ante o Real nesta terça-feira (1º/09), em movimento contrário ao comportamento da moeda norte-americana no exterior. O desempenho do Real foi associado à redução dos prêmios de risco diante da percepção de maior competitividade na corrida presidencial, cenário delineado pelas pesquisas eleitorais mais recentes e reforçado por notícias envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e Daniel Vorcaro, do Banco Master. A valorização superior a 4% dos preços do petróleo, em meio ao recrudescimento dos ataques entre Estados Unidos e Irã, apresentou efeitos distintos sobre a formação da taxa de câmbio. A aparente reconfiguração do cenário eleitoral indicada pelas pesquisas de intenção de voto tornou-se o principal fator de sustentação para a valorização do Real. A oposição passou a ser considerada pelos investidores como a principal alternativa para uma mudança na política econômica a partir de 2027, com expectativa de ajuste mais robusto das contas públicas. No exterior, apesar de uma série de indicadores econômicos dos Estados Unidos abaixo das expectativas, o dólar ganhou força ante moedas pares.

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta expressiva nesta terça-feira (1º/09), com o contrato novembro superando o nível de US$ 13,00 por bushel. A continuidade das compras de soja norte-americana pela China permanece como importante fator de sustentação das cotações. As vendas avulsas realizadas após a recente valorização dos contratos são interpretadas pelo mercado como sinal de determinação chinesa em cumprir as metas de aquisição anunciadas. O vencimento novembro da oleaginosa avançou 29,75 cents, equivalente a 2,31%, e fechou a US$ 13,17 por bushel. A piora das condições das lavouras norte-americanas também contribuiu para impulsionar os contratos. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) concedeu isenção a 29 pequenas refinarias do cumprimento das exigências de mistura de biocombustíveis referentes a 2025. A decisão, em princípio, teria efeito negativo sobre os preços do óleo de soja, uma das principais matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel. O derivado, contudo, encerrou a sessão com valorização superior a 2%, refletindo a sinalização da EPA de que pretende propor, até o fim de outubro de 2026, a realocação integral do volume que deixará de ser misturado em decorrência das isenções para as exigências de mistura dos anos de 2026 e 2027. A valorização do petróleo também contribuiu para reduzir o impacto negativo inicial do anúncio das isenções.

Em São Paulo, na região de Campinas, para exportação, a soja é negociada entre R$ 155,00 e R$ 156,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos, para pagamento curto. Posições para outubro e novembro alcançam até R$ 162,00 por saca de 60 Kg CIF. A indústria doméstica de farelo sinaliza R$ 159,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega imediata. Para a safra 2026/27, as indicações de tradings atingem R$ 148,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos, para entrega em fevereiro e R$ 150,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em abril e pagamento em maio. Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, as indicações para exportação variam entre R$ 140,00 e R$ 141,00 por saca de 60 Kg FOB. Vendedores indicam acima de R$ 145,00 por saca de 60 Kg FOB. Para a safra 2026/27, indicam R$ 130,00 por saca de 60 Kg FOB.

Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.