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02/Sep/2026

Ferrugem Asiática: Bayer testa um novo fungicida

A Bayer Crop Science testa no Brasil um novo fungicida para controle da ferrugem asiática da soja que apresentou ganho de produtividade de aproximadamente 17% em relação ao padrão comercial em áreas submetidas à pressão da doença. Os resultados iniciais foram obtidos em sete localidades brasileiras e representam acréscimo de cerca de 600 quilos, equivalente a 10 sacas de soja por hectare. O produto está na fase 2 de desenvolvimento e ainda não possui previsão de lançamento comercial. A molécula foi desenvolvida especificamente a partir da identificação de um alvo biológico relacionado à ferrugem asiática, em uma estratégia diferente do processo tradicional de triagem de grandes volumes de compostos.

A abordagem integra a plataforma CropKey, que combina inteligência artificial, dados biológicos e desenho molecular para identificar novos modos de ação em defensivos agrícolas. A ferrugem asiática está entre as principais doenças da soja no Brasil e, em regiões de maior pressão, exige sucessivas aplicações de fungicidas durante o ciclo da cultura. O desenvolvimento do novo produto considera, desde as primeiras etapas do projeto, critérios de eficácia, segurança, custo de produção e possibilidade de registro, buscando reduzir os riscos associados ao desenvolvimento de novas moléculas. A indústria de proteção de cultivos enfrenta dificuldades crescentes para substituir moléculas na mesma velocidade em que plantas daninhas, pragas e doenças desenvolvem resistência.

Nesse cenário, a capacidade de registro passou a representar uma das principais limitações para o desenvolvimento de novos defensivos, em razão do aumento das exigências regulatórias. A estratégia adotada pela Bayer busca antecipar em aproximadamente cinco anos informações relacionadas à segurança das moléculas, reduzindo o risco de um candidato ser descartado após oito ou dez anos de desenvolvimento e elevados investimentos. A Bayer afirma ter identificado mais de 4 mil novos alvos biológicos potenciais para herbicidas, fungicidas e inseticidas.

Cada novo alvo pode possibilitar o desenvolvimento de um modo de ação diferente daqueles já conhecidos por organismos que desenvolveram resistência, ampliando as alternativas disponíveis para o manejo fitossanitário. O pipeline de proteção de cultivos da Bayer conta atualmente com mais de 15 novos modos de ação em fase de pesquisa, conforme informações divulgadas pela companhia. A estratégia reforça a busca por novas tecnologias capazes de preservar a eficácia dos defensivos diante do avanço da resistência e, simultaneamente, atender às exigências regulatórias relacionadas à segurança das moléculas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.