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31/Aug/2026

Futuros de soja em alta com boas vendas dos EUA

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta na sexta-feira (28/08), sustentados pela forte demanda externa pelo grão norte-americano. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores relataram vendas de 408 mil toneladas de soja, sendo 182 mil toneladas destinadas à China e 226 mil toneladas a destinos desconhecidos, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. Dados divulgados na quinta-feira (27/08) pelo USDA mostraram que, até 20 de agosto, a China havia adquirido 6,789 milhões de toneladas de soja norte-americana da nova safra, equivalente a 47,36% das vendas totais de 14,334 milhões de toneladas. O vencimento novembro da soja subiu 20,00 cents, equivalente a 1,58%, e fechou a US$ 12,88 por bushel. Na semana passada, acumulou valorização de 3,91%.

A continuidade dos leilões de soja das reservas chinesas pela estatal SinoGrain também reforçou as expectativas de aumento da demanda externa. A movimentação é interpretada pelo mercado como um sinal de que a China estaria liberando espaço nos armazéns para receber novos volumes de soja dos Estados Unidos. Além disso, temperaturas elevadas e chuvas intensas atingem importantes regiões produtoras de soja da China desde meados de julho, ameaçando a qualidade e o rendimento das lavouras. A eventual deterioração da produção doméstica pode elevar a necessidade de importações chinesas de soja norte-americana. Os ganhos expressivos dos derivados também contribuíram para sustentar as cotações da oleaginosa.

Os futuros de farelo de soja avançaram com o registro de vendas de 200 mil toneladas do produto norte-americano, sendo 100 mil toneladas destinadas à Alemanha e outras 100 mil toneladas à Holanda, segundo o USDA. O óleo de soja também terminou em alta, influenciado por rumores de que o governo dos Estados Unidos avalia medidas para proteger os produtores rurais dos efeitos de novas isenções que deverão ser concedidas a pequenas refinarias no cumprimento das regras de mistura de biocombustíveis. Nesse contexto, o governo norte-americano estaria avaliando elevar em cerca de 1,89 bilhão de litros o volume obrigatório de mistura de biocombustíveis para 2027. A medida teria como objetivo compensar os impactos negativos sobre a demanda por óleo de soja decorrentes das isenções que devem ser anunciadas em breve.