28/Aug/2026
No mercado interno de soja, os preços registraram alta entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca de 60 Kg nesta quinta-feira (27/08). O dólar encerrou o pregão desta quinta-feira (27/08) em leve alta frente ao Real, acompanhando a valorização da moeda norte-americana ante divisas emergentes. O dólar fechou em alta de 0,20%, a R$ 5,16. O ambiente externo foi marcado por maior cautela diante das incertezas sobre a trajetória dos juros norte-americanos. A persistência da inflação nos Estados Unidos e a postura da nova liderança do Federal Reserve aumentam as dúvidas sobre a política monetária e pressionam as moedas de países emergentes. As taxas dos Treasuries avançaram em meio à alta do petróleo.
O mercado acompanha o impasse nas negociações para a reabertura total do Estreito de Ormuz e o recrudescimento do conflito entre Rússia e Ucrânia. No mercado doméstico, embora o Real ainda encontre suporte no curto prazo no diferencial elevado de juros e na entrada de recursos pelo comércio exterior, existe risco de enfraquecimento caso os juros nos Estados Unidos subam ao mesmo tempo em que a Selic seja reduzida no Brasil. Nesse cenário, o diferencial de juros poderia diminuir pelos dois lados, reduzindo uma das principais proteções da moeda brasileira. A corrida presidencial também adiciona riscos de picos de volatilidade e torna o equilíbrio do câmbio mais frágil.
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve alta nesta quinta-feira (27/08), sustentados em parte pela demanda chinesa pelo grão norte-americano da safra nova. O vencimento novembro avançou 2,00 cents, alta de 0,16%, e fechou a US$ 12,68 por bushel. Até o momento, a China adquiriu 6,789 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos da safra nova, equivalente a 47,36% do total comercializado pelo país. A comercialização chinesa também é acompanhada pelo mercado diante dos leilões de soja das reservas estatais promovidos pela SinoGrain. O movimento é interpretado como um possível sinal de que a China está liberando espaço nos armazéns para receber novas cargas de soja norte-americana.
Ao mesmo tempo, altas temperaturas e fortes chuvas atingem importantes regiões produtoras de soja da China desde meados de julho, ameaçando a qualidade e o rendimento das lavouras. A eventual deterioração da produção doméstica pode elevar a necessidade de importações chinesas de soja, favorecendo especialmente a demanda pelo produto dos Estados Unidos. Os preços do complexo também receberam suporte da valorização do farelo e do óleo de soja. A valorização foi limitada pela maior cautela dos investidores, após o mercado acumular alta de 3,41% nas duas sessões anteriores. As recentes altas, combinadas à perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos, reduzem o espaço para novas valorizações no curto prazo.
Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, há registro de negócios no disponível a US$ 27,50 por saca de 60 Kg ou R$ 141,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento em setembro. Para retirada em outubro, a indicação é de R$ 142,00 por saca de 60 Kg FOB; para janeiro/2027, a indicação é de R$ 145,00 por saca de 60 Kg FOB. Para a safra 2026/27, a indicação é de US$ 23,50 por saca de 60 Kg, ou R$ 127,00 por saca de 60 Kg FOB. Há registro de negócios a R$ 127,50 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em fevereiro e março e pagamento entre março e abril. No Paraná, na região de Cascavel, a indicação é de R$ 148,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em 15 a 20 dias e pagamento no fim de setembro. No Porto de Paranaguá, as indicações estão entre R$ 157,00 e R$ 158,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em 30 a 45 dias. Para 2026/27, a indicação no porto é de R$ 150,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em fevereiro e pagamento em março, equivalente a cerca de R$ 138,00 por saca de 60 Kg FOB em Cascavel.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.