28/Aug/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve alta nesta quinta-feira (27/08), sustentados em parte pela demanda chinesa pelo grão norte-americano da safra nova. O vencimento novembro avançou 2,00 cents, alta de 0,16%, e fechou a US$ 12,68 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os exportadores norte-americanos venderam 73,9 mil toneladas de soja da safra 2025/26 na semana encerrada em 20 de agosto. Para a safra 2026/27, as vendas líquidas alcançaram 2,48 milhões de toneladas. A China respondeu por 1,101 milhão de toneladas do total de 2,55 milhões de toneladas comercializadas. Outros 1,046 milhão de toneladas foram destinados a compradores não identificados, que frequentemente correspondem à China.
Os analistas projetavam vendas totais entre 1,1 milhão e 3,1 milhões de toneladas. Até o momento, a China adquiriu 6,789 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos da safra nova, equivalente a 47,36% do total comercializado pelo país, de 14,334 milhões de toneladas. A comercialização chinesa também é acompanhada pelo mercado diante dos leilões de soja das reservas estatais promovidos pela SinoGrain. O movimento é interpretado como um possível sinal de que a China está liberando espaço nos armazéns para receber novas cargas de soja norte-americana. Ao mesmo tempo, altas temperaturas e fortes chuvas atingem importantes regiões produtoras de soja da China desde meados de julho, ameaçando a qualidade e o rendimento das lavouras.
A eventual deterioração da produção doméstica pode elevar a necessidade de importações chinesas de soja, favorecendo especialmente a demanda pelo produto dos Estados Unidos. Os preços do complexo também receberam suporte da valorização do farelo e do óleo de soja. Uma produção menor de milho nos Estados Unidos pode favorecer a utilização do farelo de soja no mercado de rações. O óleo de soja, por sua vez, avançou em um movimento de correção após a queda superior a 3% registrada na segunda-feira (24/08). A valorização dos futuros de soja foi limitada pela maior cautela dos investidores, após o mercado acumular alta de 3,41% nas duas sessões anteriores. As recentes altas, combinadas à perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos, reduzem o espaço para novas valorizações no curto prazo.