26/Aug/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta nesta terça-feira (25/08), sustentados pela demanda externa pelo grão dos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores relataram a venda de 132 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. Operadores de mercado consideram que parte relevante das vendas classificadas como destinadas a compradores desconhecidos pode ter como destino a China. O contrato novembro subiu 13,50 cents, equivalente a 1,10%, e fechou a US$ 12,37 por bushel. As compras chinesas de soja dos Estados Unidos continuam indicando perspectiva favorável para a demanda, mas passaram a incorporar um componente adicional de risco político.
A adoção de um novo pacote de sanções contra o Irã, incluindo medidas contra países e agentes que apoiem o país, provocou reação da China e elevou as incertezas sobre as relações comerciais entre China e Estados Unidos. Nesse ambiente, o fluxo de importações chinesas de soja norte-americana permanece favorável, mas sujeito à evolução das tensões diplomáticas e comerciais envolvendo os dois países. A condição das lavouras de soja dos Estados Unidos também ofereceu suporte aos preços. O USDA informou que 60% da safra apresentava condição boa ou excelente no dia 23 de agosto, recuo de 1% ante a semana anterior. O mercado esperava manutenção do índice, de modo que a deterioração da qualidade das lavouras contribuiu para limitar a pressão de oferta sobre as cotações.
A recuperação dos preços do óleo de soja, após queda superior a 3% na sessão anterior, também favoreceu o avanço da soja em grão. O derivado havia sido pressionado por relatos de que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) planeja prorrogar o prazo de 1º de setembro para que as refinarias do país comprovem o cumprimento das regras de mistura de biocombustíveis. A possibilidade de alteração do cronograma reduziu, na sessão anterior, as expectativas de demanda pelo óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis. O cenário de curto prazo permanece condicionado ao ritmo das exportações norte-americanas, ao comportamento das compras chinesas e à evolução das condições das lavouras dos Estados Unidos, enquanto as questões geopolíticas entre China e Estados Unidos acrescentam risco ao fluxo comercial de soja.