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21/Aug/2026

Farelo de Soja: Abiove revisa estimativas de 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou de 24,9 milhões para 25,3 milhões de toneladas a projeção de exportação de farelo de soja em 2026, aumento de 1,6% em relação à estimativa anterior, divulgada em 20 de julho. Em contrapartida, a entidade reduziu de 180,568 milhões para 180,464 milhões de toneladas, queda de 0,1%, a projeção para a produção nacional de soja, em ajuste alinhado ao levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 13 de agosto. A redução da produção de soja e o aumento da exportação de farelo levaram a Abiove a revisar para baixo as projeções de estoques finais tanto da oleaginosa em grão quanto do derivado. O estoque final de soja passou de 6,583 milhões para 6,479 milhões de toneladas, recuo de 1,6%, enquanto o estoque final de farelo caiu de 4,496 milhões para 4,096 milhões de toneladas, redução de 8,9%.

As demais projeções do balanço de oferta e demanda permaneceram inalteradas. A Abiove manteve em 900 mil toneladas a estimativa de importação de soja em grão, em 3 milhões de toneladas o volume destinado a sementes e outros usos e em 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportação do grão. A projeção para o processamento de soja também foi mantida em 63,3 milhões de toneladas. Caso esse volume seja confirmado, representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no Brasil. Entre os derivados, a produção de farelo permanece projetada em 48,7 milhões de toneladas e o consumo interno, em 21,4 milhões de toneladas. Para o óleo de soja, todas as estimativas foram mantidas: produção de 12,75 milhões de toneladas, exportação de 1,7 milhão de toneladas, importação de 125 mil toneladas, consumo interno de 11 milhões de toneladas e estoque final de 836 mil toneladas.

Os dados consolidados da Abiove indicam continuidade do ritmo de produção e processamento de soja no Brasil. O processamento acumulado cresceu 7,7% no ano até junho, para 28,30 milhões de toneladas, ante o mesmo período de 2025. Em junho, o processamento alcançou 4,95 milhões de toneladas, queda de 5,3% ante maio, mas alta de 7,3% na comparação com junho de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral. A revisão das estimativas está associada à manutenção do ritmo de processamento nacional e à demanda externa por farelo de soja. O crescimento acumulado do esmagamento também reforça a utilização da capacidade operacional e a competitividade da indústria brasileira de processamento de oleaginosas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.