19/Aug/2026
Segundo a AgResource, a soja na Bolsa de Chicago começa a apresentar maior resistência à pressão sazonal típica de agosto, diante da demanda chinesa, do esmagamento doméstico nos Estados Unidos e da produção de biodiesel e diesel renovável, fatores que reduzem a folga esperada no balanço da oleaginosa. A China segue comprando soja dos Estados Unidos para cumprir o compromisso firmado na cúpula de Busan. O esmagamento norte-americano tende a operar em ritmo máximo, enquanto a produção de biodiesel e diesel renovável deve permanecer em nível recorde por período indeterminado. Nesse cenário, a produção norte-americana de soja tende a ser rapidamente absorvida pelo mercado. Outro fator de risco para o balanço das oleaginosas está no Mar Negro.
Ucrânia e Rússia, em conjunto, deveriam exportar pouco mais de 8 milhões de toneladas de oleaginosas, entre soja e canola, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Sem uma solução diplomática para a segurança dos navios na região, parte desse volume poderá ser revisada para baixo. Uma eventual substituição de 1 milhão a 2 milhões de toneladas por soja dos Estados Unidos representaria uma demanda adicional de até 2,2 milhões de toneladas. O risco relacionado ao Mar Negro, portanto, não se restringe ao trigo e ao milho, alcançando também oleaginosas e óleos vegetais. A cúpula entre China e Estados Unidos, prevista para 24 de setembro, também reforça a expectativa de novas compras chinesas de soja. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.