19/Aug/2026
Sete cooperativas do Paraná assumiram conjuntamente a operação da esmagadora de soja adquirida da Louis Dreyfus Company (LDC) em Ponta Grossa (PR), em um projeto que prevê R$ 1,7 bilhão em investimentos para modernização e ampliação do complexo. A unidade passou oficialmente ao controle do grupo em 1º de agosto e iniciou a produção dois dias depois. Além da Frísia, que havia anunciado em março a aquisição da planta e será responsável pela gestão do empreendimento, participam do projeto Agrária, Capal, Coasul, Integrada, Castrolanda e Bom Jesus. Juntas, as sete cooperativas reúnem aproximadamente 57 mil cooperados, cultivam 2,1 milhões de hectares e registram faturamento anual superior a R$ 47 bilhões. O investimento foi apresentado em 17 de agosto. O projeto ampliará a industrialização da soja e a geração de empregos na região.
A modernização deverá elevar a capacidade de esmagamento para 3,5 mil toneladas de soja por dia, ante capacidade anteriormente informada de 3,4 mil toneladas diárias na planta adquirida da LDC. Instalado em uma área de 58,08 hectares, o complexo possui capacidade estática de armazenagem de 300 mil toneladas e estruturas para recebimento e beneficiamento de grãos, preparação da soja, extração de óleo e farelo, degomagem e envase de lecitina, além de refinaria. Atualmente, cerca de 200 funcionários trabalham na unidade. A produção será concentrada em óleo de soja degomado, destinado principalmente à fabricação de biocombustíveis, e farelo de soja, direcionado ao mercado doméstico e à exportação. A unidade também produzirá lecitina e casca de soja para as indústrias de alimentos e de nutrição animal. A operação amplia a participação das cooperativas na industrialização da soja produzida por seus associados, com a gestão do complexo sob responsabilidade da Frísia.
A entrada das demais seis cooperativas transforma a aquisição inicialmente anunciada pela Frísia em uma operação compartilhada de industrialização e representa, segundo as participantes, o maior projeto de intercooperação já realizado no Paraná. A aquisição da esmagadora havia sido anunciada pela Frísia em março, sem divulgação do valor da transação com a LDC. Na ocasião, a conclusão da operação ainda dependia da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da transferência das licenças e autorizações necessárias. A cooperativa havia informado que a planta tinha potencial para processar perto de 1,2 milhão de toneladas de soja por ano em plena capacidade. O projeto de R$ 1,7 bilhão prevê, portanto, a modernização e ampliação de uma estrutura já integrada ao recebimento, processamento e industrialização da soja, fortalecendo a agregação de valor à produção dos cooperados e ampliando a participação das sete cooperativas na cadeia de derivados da oleaginosa. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.