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17/Aug/2026

Futuros avançam com vendas dos EUA para China

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em alta na sexta-feira (14/08), sustentados pela sequência de vendas avulsas de soja dos Estados Unidos para a China. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores reportaram a venda de 136 mil toneladas de soja ao país asiático, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27. Somente na semana passada, os negócios informados somaram 641 mil toneladas. O vencimento novembro subiu 10,25 cents de dólar, ou 0,87%, e fechou a US$ 11,92 por bushel. Na semana passada, a valorização acumulada foi de 1,38%.

A continuidade das compras chinesas reforça a perspectiva de que a demanda internacional deverá ganhar maior relevância para a formação dos preços nos próximos meses. O movimento de alta, contudo, foi limitado pelas condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos. As chuvas registradas nas últimas semanas tendem a elevar as estimativas de produtividade nacional, configurando o principal fator baixista para a soja no momento. Segundo o Monitor da Seca, 26% da área cultivada com soja nos Estados Unidos apresentava algum nível de estiagem em 11 de agosto, percentual estável ante a semana anterior.

O mercado acompanha ainda a realização da Pro Farmer Crop Tour, prevista para percorrer as principais regiões produtoras do Meio Oeste dos Estados Unidos entre os dias 17 e 20 de agosto. O principal foco será verificar se os levantamentos de campo confirmam a produtividade projetada pelo USDA, ou se apontam rendimento superior, como indicam algumas estimativas privadas. O quadro combina, portanto, dois vetores distintos para os preços: a demanda chinesa, que sustenta as cotações, e a perspectiva de produtividade elevada nos Estados Unidos, que limita o potencial de valorização. A confirmação dos números de campo será relevante para definir a relação entre oferta e demanda na temporada 2026/27.