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12/Aug/2026

Futuros pressionados por dólar mais forte ante Real

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em baixa nesta terça-feira (11/08), pressionados pelo avanço do dólar ante o Real, movimento que tende a favorecer a competitividade das exportações brasileiras. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a projeção para os embarques brasileiros de soja em agosto para 10,88 milhões de toneladas, ante 9,74 milhões de toneladas estimadas na semana anterior. Se confirmado, o volume representará alta de 34,3% ante os 8,11 milhões de toneladas embarcados em agosto de 2025. O desempenho do óleo de soja, que recuou cerca de 1,5%, também pressionou as cotações.

O contrato com vencimento em novembro caiu 10,75 centavos de dólar, ou 0,91%, e fechou a US$ 11,68 por bushel. O mercado também foi influenciado pela perspectiva de condições climáticas favoráveis em boa parte das áreas produtoras dos Estados Unidos. O leste do Meio Oeste norte-americano deve receber chuvas neste fim de semana, alcançando principalmente Iowa, Illinois, Indiana e Ohio, Estados que, em sua maioria, não apresentam condições de seca. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 62% da safra de soja do país apresentava condição boa ou excelente até o dia 9 de agosto, recuo de 1% ante a semana anterior. Os operadores também ajustaram posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para esta quarta-feira (12/08).

O mercado não espera mudanças significativas nas estimativas para a produção de soja norte-americana. Analistas projetam redução da safra de 121,80 milhões para 121,64 milhões de toneladas e do rendimento de 3,56 para 3,55 toneladas por hectare. Para a AgResource, uma eventual revisão da área plantada nos Estados Unidos poderá exercer influência maior sobre a reação dos preços do que ajustes na produtividade. Uma nova venda avulsa de soja norte-americana para a China, anunciada pelo USDA nesta terça-feira (11/08), limitou a queda dos contratos. Exportadores relataram a venda de 136 mil toneladas para o mercado chinês, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.