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12/Aug/2026

Produtividade menor nos EUA pode sustentar Chicago

O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta quarta-feira (12/08), pode dar suporte de curto prazo aos preços da soja na Bolsa de Chicago caso indique produtividade inferior a 3,56 toneladas por hectare e estoques finais abaixo de 8,2 milhões de toneladas. Nesse cenário, a Stag International estima potencial de alta de US$ 0,15 a 0,25 por bushel no dia da divulgação. Contudo, condições climáticas mais favoráveis e o ritmo ainda moderado das compras chinesas tendem a limitar a continuidade do movimento. A deterioração das condições das lavouras em Estados do oeste do cinturão produtor dificilmente seria totalmente compensada pelo desempenho mais favorável observado em áreas como Iowa e Minnesota. No cenário considerado mais provável, a produtividade permanecerá estável e os estoques finais ficam em 8,4 milhões de toneladas.

Na hipótese de menor rendimento, a produtividade recua para 3,52 toneladas por hectare, a produção cai para 120,4 milhões de toneladas e os estoques finais diminuem para 7,9 milhões de toneladas. As condições das lavouras e o comportamento climático observado no último mês não justificam uma produtividade significativamente acima da tendência. Uma eventual revisão para cima da área plantada pode neutralizar parte do efeito altista provocado por uma produtividade menor. A área cultivada com soja nos Estados Unidos está estimada em 34,6 milhões de hectares, mas a Stag recomenda cautela na avaliação desse dado, uma vez que parte das propriedades ainda não havia sido pesquisada quando o USDA divulgou seu levantamento de junho. Dessa forma, ainda existe espaço para ajustes da área em qualquer direção.

O principal fator de limitação para uma reação mais prolongada dos preços, contudo, tende a ser a demanda. As vendas pontuais de soja norte-americana anunciadas recentemente ainda não foram suficientes para confirmar uma retomada consistente das exportações. Mesmo com a inclusão dos negócios destinados a destinos desconhecidos, o ritmo semanal dos compromissos precisa acelerar para sustentar a expectativa de embarques acima das projeções atuais. O ritmo das compras chinesas também perdeu força, reduzindo parte do suporte que havia sustentado os contratos futuros na Bolsa de Chicago nas semanas anteriores. Vendas isoladas são consideradas positivas, mas a formação de uma tendência de alta mais consistente dependerá de uma sequência mais firme de compromissos de exportação que permita ao mercado incorporar uma demanda maior ao balanço norte-americano.

O clima será outro fator determinante após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. Agosto é considerado período crítico para a definição da produtividade da soja norte-americana, e as previsões meteorológicas atuais são classificadas como neutras a levemente baixistas para os preços. Mesmo diante de eventual corte da produtividade pelo USDA, condições climáticas favoráveis nas semanas seguintes podem levar o mercado a considerar uma recuperação do potencial produtivo. Nesse cenário, uma reação inicialmente positiva ao relatório poderá perder força caso não ocorra deterioração relevante das condições climáticas e aceleração das compras chinesas. Após o relatório do USDA, o foco do mercado deverá se deslocar para o Pro Farmer Crop Tour, que apresentará uma avaliação independente das lavouras em campo e será a próxima referência relevante para a estimativa do potencial produtivo norte-americano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.