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10/Aug/2026

Futuros de soja encerram praticamente estáveis

Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago terminaram perto da estabilidade na sexta-feira (07/08). O vencimento novembro recuou 1,50 centavo de dólar, ou 0,13%, e fechou a US$ 11,76 por bushel. Na semana passada, acumulou queda de 0,95%. O mercado foi pressionado pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. Há previsão de chuvas em grande parte do Meio Oeste norte-americano, com precipitações previstas para persistir nos próximos dias e ganhar intensidade na segunda metade da próxima semana. Os volumes mais elevados tendem a favorecer as condições das lavouras e reduzir o prêmio climático incorporado às cotações. A proximidade da colheita também limita o espaço para uma valorização mais consistente dos contratos.

A demanda permanece firme e oferece sustentação aos preços, mas a perspectiva de avanço da oferta norte-americana reduz a disposição dos compradores de elevar agressivamente as cotações neste período do ciclo. A ampla disponibilidade de soja brasileira no mercado internacional também exerceu pressão sobre os contratos em Chicago. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil embarque 9,74 milhões de toneladas de soja em agosto, volume 20,1% superior aos 8,11 milhões de toneladas exportados no mesmo mês de 2025. Em sentido contrário, novas vendas de soja dos Estados Unidos para a China limitaram as perdas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) registrou venda avulsa de 238 mil toneladas para o país asiático, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

Somente na semana passada, as vendas avulsas para a China totalizaram 858 mil toneladas. Empresas estatais chinesas também teriam adquirido pelo menos 13 cargas de soja norte-americana, equivalentes a aproximadamente 800 mil toneladas, no dia 5 de agosto. O movimento reforça a percepção de recuperação da demanda chinesa pelo produto norte-americano e oferece suporte adicional às cotações. O mercado segue, portanto, entre dois vetores principais: de um lado, a perspectiva de oferta elevada nos Estados Unidos e a ampla disponibilidade brasileira limitam o potencial de alta; de outro, o ritmo das compras chinesas e a demanda global firme impedem uma pressão baixista mais acentuada.