05/Aug/2026
Segundo a S&P Global Commodity Insights, a intensificação do fenômeno El Niño poderá comprometer a oferta global de alimentos na safra 2026/27, reduzindo a produção agrícola em importantes países exportadores, entre eles Brasil, Austrália e Estados Unidos. Com base em projeções da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o evento climático, iniciado em julho, deverá ganhar intensidade entre outubro e dezembro, mantendo seus efeitos até abril de 2027.
Um El Niño de forte intensidade tende a elevar a volatilidade dos mercados agropecuários, concentrando os maiores riscos para as safras de Brasil, Austrália, Índia e países do Sudeste Asiático. Em contrapartida, a Argentina poderá ser beneficiada pelo aumento das precipitações durante o ciclo produtivo. Para o Brasil, a produção de soja está prevista em 177 milhões de toneladas na safra 2026/27, considerada no período de outubro a setembro, volume 2,7% inferior ao registrado na temporada anterior. A redução esperada decorre da combinação entre menor utilização de fertilizantes e maior estresse hídrico sobre as lavouras.
Segundo a NOAA, a probabilidade de ocorrência de um El Niño forte durante a janela de plantio da soja, entre setembro e novembro, aproxima-se de 90%. As exportações brasileiras de soja deverão alcançar 112 milhões de toneladas, redução de 1% em relação ao ciclo anterior. No mercado internacional, o preço da soja FOB Porto de Santos (SP) atingiu US$ 484,58 por tonelada no final de julho, ante US$ 435,16 por tonelada no mesmo período do ano anterior. Para a Argentina, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a projeção de produção de soja em 50 milhões de toneladas para a safra 2026/27. Entretanto, os embarques do país deverão recuar 31,1%, para 6,20 milhões de toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.