05/Aug/2026
Os principais portos da Argentina permanecem com operações comprometidas após a suspensão dos serviços de praticagem pelos profissionais da categoria, em reação ao Decreto 690/2026, que promove mudanças nas regras de praticagem e pilotagem no país. A interrupção dos serviços afeta a movimentação logística e o fluxo das exportações argentinas. De acordo com informações da agroindústria local, mais de 150 navios estão impedidos de atracar ou deixar os portos, comprometendo o embarque de cargas e a circulação do comércio exterior.
O governo argentino sustenta que o novo marco regulatório deverá ampliar a concorrência no setor e reduzir os custos das operações portuárias. Entre as alterações previstas estão a flexibilização do regime de atuação dos práticos, a abertura do mercado à concorrência e a possibilidade de determinados comandantes estrangeiros realizarem a navegação sem a contratação obrigatória do serviço de praticagem. Os representantes da categoria contestam as mudanças introduzidas pelo Decreto 690/2026 e mantêm a suspensão dos serviços, prolongando os impactos sobre a logística portuária e as exportações do país.
Ainda, a Prefeitura Naval Argentina intimou, nesta terça-feira (04/08), 536 práticos a retomarem imediatamente os serviços de praticagem e pilotagem em rios, portos e canais do país, após a paralisação de embarcações provocada pelo conflito em torno da nova regulamentação do setor. A determinação, publicada no Diário Oficial, reforça a aplicação do Decreto 690/2026, que atualiza as regras vigentes desde 1991, com o objetivo, segundo o governo, de ampliar a concorrência e reduzir os custos logísticos do comércio exterior. A autoridade marítima advertiu que a recusa em prestar os serviços será considerada falta grave, passível de sanções, em meio à resistência de parte da categoria às mudanças implementadas pelo governo argentino. Fonte: Clarín. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.