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27/Jul/2026

Futuros sobem com previsão de boas vendas dos EUA

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão em alta na sexta-feira (24/03), sustentados pela expectativa de fortalecimento da demanda externa pelo grão norte-americano e pelas preocupações com as condições climáticas nos Estados Unidos durante uma fase decisiva para o desenvolvimento da safra. O contrato novembro, referência para a nova safra, avançou 9,75 cents (0,78%), e fechou a US$ 12,53 por bushel, acumulando valorização de 4,2% na semana passada. O mercado repercutiu rumores de novas compras chinesas de soja norte-americana, impulsionados pelas recentes reuniões de alto nível entre autoridades dos Estados Unidos e da China.

A expectativa é de que a China cumpra o compromisso de importar cerca de 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, reforçando o fluxo de demanda pelo produto. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou a venda de 126 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Além disso, os exportadores norte-americanos comercializaram 1,593 milhão de toneladas na semana encerrada em 16 de julho, das quais 1,08 milhão de toneladas tiveram a China como destino. As vendas antecipadas da safra 2026/27 já alcançam 6,12 milhões de toneladas, o maior volume para o período dos últimos quatro anos. O clima também permanece como fator de sustentação para os preços.

O avanço de condições mais quentes e secas em importantes áreas produtoras dos Estados Unidos aumenta a preocupação com possíveis perdas de produtividade durante o enchimento de grãos. Embora parte do mercado considere que as lavouras ainda apresentam boas condições, cresce a avaliação de que um período prolongado de redução da umidade do solo poderá comprometer o potencial produtivo. Algumas consultorias já revisaram para baixo as estimativas de rendimento em cerca de 67 quilos por hectare. Embora o ajuste seja considerado modesto, novas reduções 134 a 202 quilos por hectare poderiam alterar significativamente o balanço de oferta, diante da projeção de estoques finais da nova safra de apenas 8,44 milhões de toneladas.