23/Jul/2026
Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta quarta-feira (22/07) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados principalmente pela valorização dos derivados. O contrato com vencimento em novembro avançou 16,25 cents, ou 1,33%, e fechou a US$ 12,39 por bushel. O movimento foi impulsionado pelos ganhos superiores a 1,5% registrados pelo farelo e pelo óleo de soja. A valorização do óleo acompanhou a forte alta do petróleo, fator que aumenta a competitividade econômica da mistura de biodiesel ao diesel e favorece a demanda por óleo de soja, uma das principais matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível.
A expressiva alta dos contratos futuros de trigo também contribuiu para o desempenho da oleaginosa, ao estimular a atuação de fundos de investimento em commodities agrícolas. As previsões de tempo predominantemente seco para os próximos dias no Meio Oeste dos Estados Unidos também influenciaram as negociações, embora a expectativa predominante no mercado seja de que as condições climáticas não provoquem impactos relevantes sobre o potencial produtivo das lavouras. A avaliação é de que, diante do bom estado das lavouras no fim de julho, seria necessário um período prolongado de calor e estiagem para justificar a incorporação de um prêmio climático mais consistente às cotações.
Os ganhos foram parcialmente limitados pela ausência, pelo segundo dia consecutivo, de novos anúncios de vendas de soja norte-americana para a China. Nos dois pregões anteriores, exportadores dos Estados Unidos haviam informado vendas de 1,08 milhão de toneladas, das quais 604 mil toneladas destinadas ao mercado chinês. Outro fator de contenção das altas continua sendo a ampla disponibilidade de soja brasileira no mercado internacional. Segundo estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deverá exportar 13,50 milhões de toneladas de soja em julho, volume 13% superior ao embarcado no mesmo mês de 2025.