21/Jul/2026
No mercado interno de soja, os preços registraram forte alta entre R$ 2,00 e R$ 4,00 por saca de 60 Kg nesta segunda-feira (20/07). O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (20/07) em queda de 0,42% frente ao Real, cotado a R$ 5,08, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana diante de parte das divisas de países emergentes e em um ambiente de volatilidade moderada nos mercados internacionais. A sessão foi marcada pelo acompanhamento dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Estados Unidos e Irã intensificaram as ações militares, enquanto o mercado monitorou os impactos sobre o petróleo. Apesar do ambiente geopolítico mais tenso, a acomodação parcial das cotações do petróleo favoreceu um movimento de alívio para ativos de países emergentes, permitindo apreciação de moedas como o Real. No cenário doméstico, a ausência de indicadores econômicos relevantes manteve o foco voltado ao ambiente externo. A combinação entre a relativa estabilização dos preços internacionais do petróleo, o elevado diferencial de juros doméstico e a manutenção das expectativas econômicas contribuiu para sustentar a valorização do Real, mesmo diante das incertezas geopolíticas que continuam predominando no cenário internacional.
Os contratos futuros de soja encerraram a sessão desta segunda-feira (20/07) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pelo anúncio de novas vendas de exportação dos Estados Unidos e pela preocupação com o clima nas principais regiões produtoras norte-americanas. O contrato com vencimento em novembro avançou 23,25 centavos de dólar por bushel, ou 1,93%, e fechou a US$ 12,26 por bushel. O principal fator de sustentação foi o anúncio de novas vendas avulsas de exportação pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Foram reportadas negociações de 264 mil toneladas de soja para a China e de 110 mil toneladas para destinos não identificados, ambas destinadas ao ano comercial 2026/27. As condições climáticas também contribuíram para a valorização das cotações. As previsões indicam temperaturas acima da média e precipitações abaixo do ideal em áreas do Meio Oeste dos Estados Unidos, elevando as preocupações quanto ao potencial produtivo das lavouras. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostraram aumento do posicionamento comprado dos fundos de investimento. Por outro lado, os dados semanais de inspeções para exportação limitaram parcialmente os ganhos.
No Paraná, na região de Ponta Grossa, a indicação de compra para entrega nas esmagadoras em agosto e pagamento no fim do mesmo mês está entre R$ 139,00 e R$ 140,00 por saca de 60 Kg CIF. No canal de exportação, a indicação é de R$ 144,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em agosto. Para entrega em setembro, a indicação está entre R$ 145,00 e R$ 147,00 por saca de 60 Kg CIF, o que garante de R$ 141,00 a R$ 142,00 por saca de 60 Kg FOB no interior. Para a safra 2026/27, a indicação de indústrias é de R$ 132,00 por saca de 60 Kg CIF, para fevereiro e março de 2027; R$ 133,00 por saca de 60 Kg CIF, para abril; e R$ 134,00 por saca de 60 Kg CIF para maio. Tradings indicam entre R$ 139,00 e R$ 140,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para fevereiro. Em Mato Grosso, há registro de negócios no spot a R$ 125,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento em 72 horas em Primavera do Leste e a R$ 123,00 por saca de 60 Kg FOB em Campo Verde. Na exportação alongada, tradings adquirem lotes para embarque em agosto e pagamento em 30 de outubro a R$ 130,00 por saca de 60 Kg FOB. Para safra nova 2026/27, tradings e indústrias indicam R$ 118,50 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em fevereiro em Campo Verde e R$ 120,50,00 por saca de 60 Kg FOB, para pagamento no fim de abril. Para liquidação em 30 de março, a indicação é de R$ 117,50 por saca de 60 Kg FOB.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.