21/Jul/2026
Os contratos futuros de soja encerraram a sessão desta segunda-feira (20/07) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pelo anúncio de novas vendas de exportação dos Estados Unidos e pela preocupação com o clima nas principais regiões produtoras norte-americanas. O contrato com vencimento em novembro, referência para a nova safra dos Estados Unidos, avançou 23,25 centavos de dólar por bushel, ou 1,93%, e fechou a US$ 12,26 por bushel. O principal fator de sustentação foi o anúncio de novas vendas avulsas de exportação pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Foram reportadas negociações de 264 mil toneladas de soja para a China e de 110 mil toneladas para destinos não identificados, ambas destinadas ao ano comercial 2026/27.
Na sessão anterior, o USDA já havia informado vendas de 340 mil toneladas para a China, 256,6 mil toneladas para o México e outras 110 mil toneladas para destinos desconhecidos, reforçando o ritmo da demanda internacional pela soja norte-americana. As condições climáticas também contribuíram para a valorização das cotações. As previsões indicam temperaturas acima da média e precipitações abaixo do ideal em áreas do Meio Oeste dos Estados Unidos, elevando as preocupações quanto ao potencial produtivo das lavouras durante uma fase importante do desenvolvimento da cultura.
O mercado acompanha os próximos levantamentos oficiais para avaliar eventuais impactos da recente onda de calor sobre a condição das plantações. No mercado financeiro, dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostraram aumento do posicionamento comprado dos fundos de investimento. Na semana encerrada em 14 de julho, a posição líquida comprada passou de 69.579 para 75.191 contratos, indicando fortalecimento da percepção altista entre os investidores. Por outro lado, os dados semanais de inspeções para exportação limitaram parcialmente os ganhos. O USDA informou que 296.972 toneladas de soja foram inspecionadas para embarque nos portos norte-americanos na semana encerrada em 16 de julho, volume 33,7% inferior ao registrado na semana anterior.