20/Jul/2026
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão de sexta-feira (17/07) em alta, sustentados por novas vendas do grão norte-americano para exportação e pela valorização do óleo de soja no mercado internacional. O contrato com vencimento em novembro, referência para a nova safra dos Estados Unidos, avançou 8,00 centavos de dólar, ou 0,67%, e fechou a US$ 12,03 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas privadas de 706,6 mil toneladas de soja norte-americana para o ano comercial 2026/27.
Do volume total, 340 mil toneladas foram destinadas à China, 256,6 mil toneladas ao México e 110 mil toneladas a destinos não revelados. O avanço do mercado também foi favorecido pelo desempenho do óleo de soja, que registrou alta superior a 2,5%, acompanhando a valorização do petróleo. A elevação da commodity energética aumenta a competitividade do biodiesel e estimula a demanda por matérias-primas utilizadas na produção do biocombustível, entre elas o óleo de soja. Apesar do movimento positivo, os ganhos foram limitados pela expectativa de melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos.
As previsões do USDA indicam que a onda de calor que atingiu o Cinturão do Milho deverá perder intensidade, reduzindo preocupações com impactos sobre o desenvolvimento das lavouras. A ampla disponibilidade de soja brasileira no mercado internacional também restringiu uma valorização mais intensa em Chicago. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), os embarques brasileiros de soja devem alcançar 13,76 milhões de toneladas em julho, volume 15,2% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.