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17/Jul/2026

Futuros de soja caem com clima favorável nos EUA

Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram em queda nesta quinta-feira (16/07), pressionados pela melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos e pela perspectiva de redução do estresse sobre as lavouras durante a fase reprodutiva. A previsão meteorológica do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou enfraquecimento da onda de calor que atingiu o Cinturão do Milho ao longo da semana. As temperaturas máximas no Meio Oeste norte-americano devem permanecer, em geral, abaixo de 35°C, reduzindo os riscos para as lavouras de milho e soja. O USDA avalia que o calor intenso e a baixa disponibilidade de umidade no solo permanecem concentrados principalmente nas áreas mais a oeste da região produtora. O contrato futuro de soja com vencimento em novembro recuou 6,75 centavos de dólar (-0,56%), e fechou a US$ 11,95 por bushel.

A ampla disponibilidade de soja brasileira no mercado internacional também contribuiu para a pressão sobre as cotações. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deverá embarcar 13,76 milhões de toneladas de soja em julho, volume 15,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025. As perdas foram parcialmente limitadas pela demanda aquecida da indústria de processamento nos Estados Unidos. Dados da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa) indicaram que o esmagamento de soja no país alcançou 5,83 milhões de toneladas em junho, alta de 2,66% em relação às 5,68 milhões de toneladas processadas em maio. O resultado ficou acima da média das projeções dos analistas, de 5,55 milhões de toneladas.

O mercado também acompanhou os dados semanais de exportação dos Estados Unidos. O USDA informou vendas externas de 188,3 mil toneladas de soja da safra 2025/26 na semana encerrada em 9 de julho. Para a temporada 2026/27, os compromissos de venda somaram 1,77 milhão de toneladas. Considerando as duas safras, as vendas externas totalizaram 1,96 milhão de toneladas, das quais 1,19 milhão de toneladas tiveram a China como destino. O volume ficou dentro da faixa esperada pelos analistas, que projetavam vendas entre 700 mil e 2 milhões de toneladas. O mercado segue equilibrando fatores de oferta e demanda, com a entrada de volumes brasileiros no comércio internacional limitando ganhos, enquanto o ritmo de processamento e as compras externas dos Estados Unidos oferecem suporte parcial às cotações.