15/Jul/2026
No mercado interno de soja, os preços registraram queda entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca de 60 Kg nesta terça-feira (14/07). O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (14/07) com queda de 1,06%, cotado a R$ 5,07, registrando o menor fechamento desde 16 de junho. O movimento acompanhou o enfraquecimento global da moeda norte-americana após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que apresentou deflação em junho e reduziu as expectativas de novas elevações dos juros pelo Federal Reserve a partir de setembro. O mercado também reagiu ao arrefecimento das tensões em torno do petróleo, após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de abandonar a proposta de cobrança de pedágio para embarcações que transitassem pelo Estreito de Ormuz. Apesar da desaceleração do avanço, o contrato do petróleo Brent para setembro fechou em alta de 1,72%, a US$ 84,73 por barril. Com menor aversão ao risco, o Real foi favorecido pela melhora esperada dos termos de troca diante dos novos níveis do petróleo e pela redução da volatilidade nos mercados internacionais, cenário que também estimula operações de carry trade. Apesar da reação positiva dos mercados, permanece a avaliação de que o alívio inflacionário pode ser temporário, uma vez que a recente valorização do petróleo tende a pressionar os preços dos combustíveis nas próximas leituras de inflação nos Estados Unidos.
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta terça-feira (14/07) em baixa, pressionados pela melhora das condições das lavouras nos Estados Unidos e pela confirmação da safra recorde brasileira. O contrato novembro, referência para a nova safra norte-americana, recuou 3,75 cents (0,31%), e fechou a US$ 11,91 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 65% das lavouras norte-americanas apresentavam condição boa ou excelente até o dia 12 de julho, avanço de 1% em relação à semana anterior. O levantamento foi divulgado em um período considerado decisivo para o potencial produtivo da cultura. A melhora das condições das lavouras reduziu parte do prêmio de risco climático incorporado às cotações nas últimas semanas. No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou o encerramento da colheita da safra 2025/26 com produção recorde de 180,57 milhões de toneladas. O resultado reforçou a perspectiva de ampla oferta na América do Sul e ampliou a pressão sobre as cotações, apesar de a demanda chinesa pela soja norte-americana permanecer como fator de sustentação para o mercado.
Em São Paulo, na região de Campinas, tradings indicam R$ 142,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos, para entrega e liquidação em julho. Para entrega futura em setembro e pagamento estipulado para outubro, os compradores indicam R$ 147,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos. Quanto à safra 2026/27, a indicação é de R$ 138,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em fevereiro de 2027 nos portos de Santos e Paranaguá (PR), para pagamento em 30 de abril. Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, tradings indicam para a soja disponível entre R$ 122,00 e R$ 123,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada ainda em julho e faturamento no início de agosto. Para safra 2026/27, tradings indicam entre R$ 120,00 e R$ 121,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em fevereiro e pagamento em abril.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.