15/Jul/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta terça-feira (14/07) em baixa, pressionados pela melhora das condições das lavouras nos Estados Unidos e pela confirmação da safra recorde brasileira. O contrato novembro, referência para a nova safra norte-americana, recuou 3,75 cents (0,31%), e fechou a US$ 11,91 por bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 65% das lavouras norte-americanas apresentavam condição boa ou excelente até o dia 12 de julho, avanço de 1% em relação à semana anterior.
O levantamento foi divulgado em um período considerado decisivo para o potencial produtivo da cultura, com 50% das áreas em floração e 19% em formação de vagens, ambos acima da média dos últimos cinco anos. A melhora das condições das lavouras reduziu parte do prêmio de risco climático incorporado às cotações nas últimas semanas. Embora o mercado continue acompanhando o calor em parte do Cinturão Agrícola dos Estados Unidos, a boa umidade dos solos e a ausência de deterioração significativa das plantações limitaram o movimento comprador.
No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou o encerramento da colheita da safra 2025/26 com produção recorde de 180,57 milhões de toneladas, volume 5,3% superior ao da temporada anterior. O resultado reforçou a perspectiva de ampla oferta na América do Sul e ampliou a pressão sobre as cotações, apesar de a demanda chinesa pela soja norte-americana permanecer como fator de sustentação para o mercado. No complexo soja, os contratos futuros de farelo com vencimento em dezembro avançaram US$ 1,30 (0,41%), para US$ 316,30 por tonelada. O óleo de soja para dezembro recuou 48 pontos (0,67%), para 70,68 cents de dólar por libra-peso, mesmo diante da valorização do petróleo em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.