14/Jul/2026
Os contratos futuros de soja encerraram a sessão desta segunda-feira (13/-7) em alta na Bolsa de Chicago, sustentados por novas compras da China, pela valorização do óleo de soja e pela continuidade do suporte oferecido pelo relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no dia 10 de junho. O contrato novembro, referência para a nova safra norte-americana, avançou 4,00 cents, ou 0,34%, e fechou a US$ 11,94 por bushel. O USDA confirmou a venda de 136 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a safra 2026/27. A operação amplia a sequência de negócios anunciados nos últimos dias e mantém o mercado atento ao ritmo das aquisições chinesas. O USDA considera atualmente cerca de 16 milhões de toneladas de compras chinesas em seu balanço de oferta e demanda. Entretanto, para reduzir de forma mais significativa os estoques norte-americanos, o mercado avalia que será necessário um volume superior a esse patamar.
A China mantém o compromisso de adquirir 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, além de US$ 17 bilhões em outros produtos agrícolas, embora a confirmação integral desse programa ainda dependa das negociações comerciais entre os dois países. O complexo soja também recebeu suporte da forte valorização do óleo de soja. A intensificação das tensões no Estreito de Ormuz impulsionou os preços do petróleo e fortaleceu a demanda por ativos ligados ao setor de energia e aos biocombustíveis. O contrato dezembro do óleo de soja avançou 218 pontos, ou 3,16%, encerrando a 71,16 cents de dólar por libra-peso. Em sentido oposto, o farelo de soja recuou US$ 3,70, ou 1,16%, para US$ 315,00 por tonelada. Os dados de inspeções de exportação dos Estados Unidos mostraram embarques de 418.592 toneladas de soja na semana encerrada em 9 de julho, redução de 22,8% em relação à semana anterior.
Na comparação anual, entretanto, o volume foi 175,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025. No acumulado do atual ano comercial, as inspeções permanecem 17,6% abaixo das observadas na temporada anterior. O cenário geopolítico também continuou influenciando os mercados. A interrupção do tráfego no Mar de Azov e no Estreito de Kerch amplia as preocupações com o comércio internacional de grãos e óleos vegetais, especialmente em função da importância da região para as exportações de trigo e milho e da crescente integração entre os mercados de óleos vegetais e biocombustíveis. No aspecto climático, as condições nos Estados Unidos seguem sendo monitoradas, embora as previsões indiquem um padrão mais úmido e temperaturas moderadas para o Meio Oeste ao longo do restante de julho, reduzindo, por enquanto, os riscos para o desenvolvimento das lavouras.