14/Jul/2026
Segundo a AgResource, a soja negociada na Bolsa de Chicago pode alcançar US$ 13,50 por bushel e até se aproximar de US$ 14,00 por bushel caso os estoques finais dos Estados Unidos fiquem abaixo das projeções oficiais. O cenário depende da confirmação de compras chinesas de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana e de uma produtividade inferior à estimada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A consultoria projeta estoques finais norte-americanos de 5,7 milhões de toneladas, volume abaixo da previsão do USDA, de 8,4 milhões de toneladas. A estimativa da AgResource aponta preço médio ao produtor norte-americano de US$ 13,15 por bushel na temporada. Para que essa média seja alcançada, os contratos com vencimento em novembro ou janeiro poderiam atingir níveis entre US$ 13,50 e US$ 14,00 por bushel em algum momento do ciclo, em um movimento condicionado ao comportamento das exportações, do esmagamento e do desenvolvimento das lavouras.
O mercado físico já apresenta sinais de menor disponibilidade. Compradores do Meio Oeste e de partes das Planícies dos Estados Unidos têm pago prêmios entre US$ 0,50 e 0,90 por bushel sobre os contratos futuros de agosto para garantir volumes de soja. As margens de esmagamento permanecem próximas de US$ 3,40 por bushel, mantendo elevada a demanda das processadoras. Caso seja necessário reduzir a demanda, o ajuste deverá ocorrer principalmente no setor de esmagamento, e não nas exportações, devido ao nível elevado das margens atuais. O aumento da capacidade de processamento nos últimos anos também teria elevado o estoque mínimo operacional necessário para o funcionamento do mercado norte-americano. O clima representa outro fator determinante para o balanço de oferta. A AgResource reduziu sua estimativa de produtividade nos Estados Unidos devido às condições mais quentes e secas observadas e previstas até 26 de julho em áreas do Meio Oeste e das Planícies, em comparação com o mesmo período de 2025.
O padrão climático mais frio e úmido registrado em julho do ano passado contribuiu para uma produtividade recorde das lavouras norte-americanas. Caso as condições climáticas melhorem nas próximas semanas ou as compras chinesas fiquem abaixo do compromisso previsto, a redução dos estoques poderá ser menor. Por outro lado, novas perdas de produtividade ou exportações acima das estimativas podem ampliar o aperto no balanço de oferta. Para o milho, a AgResource projeta estoques finais norte-americanos de 35,1 milhões de toneladas. A consultoria também prevê exportações maiores dos Estados Unidos, considerando menor disponibilidade de milho brasileiro para o mercado externo em razão da disputa pelo cereal com as usinas de etanol no mercado interno. A projeção inclui ainda a possibilidade de a China adquirir pelo menos 5 milhões de toneladas de milho norte-americano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.