14/Jul/2026
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) avaliou que uma eventual retomada da proibição das importações de biodiesel pelo Brasil representaria um retrocesso regulatório, com impactos negativos sobre a segurança jurídica, a previsibilidade regulatória e o ambiente de investimentos no setor de combustíveis. A abertura parcial do mercado não compromete a indústria nacional nem a agricultura familiar, uma vez que aproximadamente 80% da demanda continuaria sendo atendida por produtores detentores do Selo Biocombustível Social. O modelo preserva os objetivos da política pública ao mesmo tempo em que amplia a concorrência.
A Abicom defende que a importação de biodiesel contribui para reforçar a segurança do abastecimento, aumentar a competitividade do mercado e favorecer condições mais competitivas de preços ao consumidor. A entidade também destacou manifestação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que considera a abertura do mercado um mecanismo para ampliar a eficiência econômica e reduzir barreiras à concorrência. A adoção de novas restrições às importações pode reduzir a credibilidade do Brasil na defesa da abertura dos mercados internacionais para os biocombustíveis produzidos no País, ao mesmo tempo em que manteria limitações à concorrência no mercado doméstico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.