13/Jul/2026
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão de sexta-feira (10/07) em alta, sustentados pelo relatório mensal de oferta e demanda (Wasde) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apresentou projeção de estoques finais norte-americanos abaixo das expectativas do mercado, além da confirmação de uma nova venda avulsa de soja dos Estados Unidos para a China. O contrato novembro, referência para a nova safra, avançou 9,25 cents (0,78%), e fechou a US$ 11,90 por bushel. O USDA manteve a estimativa dos estoques finais norte-americanos de soja da safra 2026/27 em 8,44 milhões de toneladas. A manutenção do volume, abaixo das projeções do mercado, reforçou a percepção de que o aumento da oferta deverá ser absorvido por uma demanda externa mais elevada.
A estimativa de produção dos Estados Unidos foi elevada para 121,79 milhões de toneladas, refletindo o aumento da área colhida apontado pelo relatório de área divulgado no fim de junho. A produtividade foi mantida. Pelo lado da demanda, o USDA elevou a previsão de exportações norte-americanas da safra 2026/27, para 45,18 milhões de toneladas. No cenário global, o USDA reduziu a projeção dos estoques finais mundiais de soja de 124,88 milhões de toneladas para 124,17 milhões de toneladas, em razão principalmente da redução das reservas brasileiras. O relatório também aumentou as estimativas de importações e de esmagamento da China, reforçando a perspectiva de continuidade da demanda pela oleaginosa. O mercado também recebeu suporte da confirmação, pelo USDA, da venda de 264 mil toneladas de soja norte-americana para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.
A operação amplia a sequência de compras anunciadas ao longo da semana e mantém o foco dos investidores sobre o ritmo das aquisições chinesas. Os ganhos, entretanto, foram parcialmente limitados pela competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Avaliações do mercado indicam que a oleaginosa sul-americana permanece entre 50 e 60 cents por bushel mais barata que a norte-americana, enquanto o custo médio de produção no Brasil é aproximadamente US$ 1,20 por bushel inferior ao observado nos Estados Unidos, preservando a competitividade brasileira mesmo em um ambiente de melhora das relações comerciais entre Estados Unidos e China. No complexo soja, o farelo com vencimento em dezembro avançou US$ 3,30 (1,05%), para US$ 318,70 por tonelada, enquanto o óleo de soja para dezembro registrou alta de 36 pontos (0,52%), encerrando a 68,98 cents de dólar por libra-peso.