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10/Jul/2026

Futuros caem com ajustes antes do relatório USDA

Os contratos futuros de soja encerraram a sessão desta quinta-feira (09/07) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pelo ajuste de posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para esta sexta-feira (10/07). A redução do prêmio climático diante de previsões meteorológicas mais favoráveis nos Estados Unidos e a realização de lucros após as recentes altas também contribuíram para o movimento. O contrato novembro recuou 10,75 cents, ou 0,90%, e fechou a US$ 11,81 por bushel. O USDA confirmou novas vendas de soja para exportação durante a sessão. Foram registradas negociações de 136 mil toneladas destinadas à China, com embarque previsto para o ano comercial 2026/27, além de outras 120 mil toneladas para destinos não revelados, também da nova safra.

Na véspera, o órgão já havia informado a venda de 472 mil toneladas para compradores chineses, reforçando o retorno das aquisições por parte do país asiático nesta semana. Apesar das novas vendas, o impulso comprador perdeu intensidade ao longo do pregão. As aquisições recentes da China somam aproximadamente 600 mil toneladas, para embarques entre setembro e outubro. O volume representa menos de 2,5% do compromisso de importação de 25 milhões de toneladas previsto para o próximo ano comercial, mantendo incertezas quanto ao efetivo cumprimento desse volume. O relatório semanal de vendas externas do USDA apontou comercialização líquida de 54,3 mil toneladas de soja da safra 2025/26 na semana encerrada em 2 de julho, avanço de 30% frente à semana anterior, mas retração de 81% em relação à média das quatro semanas anteriores.

Para a safra 2026/27, as vendas atingiram 408,3 mil toneladas, principalmente para destinos não divulgados. Considerando os dois ciclos, o volume comercializado totalizou 462,6 mil toneladas. No aspecto climático, as previsões passaram a indicar temperaturas mais moderadas e maior ocorrência de chuvas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, reduzindo parte do suporte climático que havia impulsionado as cotações no início da semana. O mercado permanece atento ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas, que atravessam as fases de floração e início da formação de vagens. Entre os derivados, os contratos de farelo de soja com vencimento em dezembro avançaram US$ 4,20, ou 1,35%, para US$ 315,40 por tonelada. O óleo de soja para dezembro recuou 90 pontos, ou 1,29%, encerrando a 68,62 centavos de dólar por libra-peso.