09/Jul/2026
No mercado interno de soja, os preços registraram comportamento distinto entre as regiões nesta quarta-feira (08/07), com estabilidade na maior parte das localidades. Algumas regiões, porém, tiveram leve baixa entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca de 60 Kg. Em outras regiões, observou-se alta entre R$ 1,00 e R$ 2,00 por saca de 60 Kg. O dólar perdeu força frente ao Real ao longo da sessão desta quarta-feira (08/07), acompanhando o movimento da moeda norte-americana no exterior. A redução da aversão ao risco, mesmo sem sinais firmes de encerramento das tensões entre Estados Unidos e Irã, contribuiu para moderar a alta do petróleo e das taxas dos Treasuries.
O dólar encerrou a sessão cotado a R$ 5,14, com queda de 0,09%. A valorização relativa da moeda brasileira foi associada ao efeito positivo da alta do petróleo sobre os termos de troca do País, considerando a posição do Brasil como exportador líquido da commodity. O barril do Brent para setembro fechou a US$ 78,02, alcançando o maior nível desde 22 de junho. A elevação do petróleo ocorreu em meio ao aumento das tensões geopolíticas após novos episódios envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz. Mas, a percepção predominante é de redução do risco de retomada imediata do conflito.
A ata do Federal Reserve (Fed) reforçou a preocupação dos dirigentes da autoridade monetária norte-americana com a inflação e indicou ausência de consenso sobre os próximos passos da política monetária. O cenário externo segue influenciado pela combinação entre tensões geopolíticas, comportamento das commodities e sinalizações do Fed. No mercado doméstico, o desempenho do Real continua condicionado ao fluxo de commodities e ao ambiente internacional.
Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram em baixa nesta quarta-feira (08/07), em movimento de realização de lucros após a forte valorização acumulada nas sessões anteriores. A confirmação de nova venda da oleaginosa para a China e a alta expressiva do petróleo, que impulsionou as cotações do óleo de soja, limitaram a pressão negativa, mas não evitaram o ajuste dos preços. O contrato novembro, referência para a nova safra norte-americana, recuou 5,50 cents, equivalente a 0,46%, e fechou a US$ 11,92 por bushel.
O mercado continua acompanhando a evolução da demanda chinesa após sinais de retomada das compras. A principal dúvida dos agentes é se essas compras representam apenas uma movimentação pontual ou o início de um fluxo mais regular de negócios entre os dois países. A retomada das compras chinesas também contribuiu para a redução de posições vendidas mantidas por fundos de investimento. No cenário climático, a atenção permanece voltada ao calor intenso no Meio Oeste dos Estados Unidos durante a fase de floração da soja. O mercado também foi influenciado pela forte valorização do petróleo, movimento favoreceu o óleo de soja.
No Paraná, na região de Cascavel, as indicações de preços no disponível são de R$ 150,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá. Para safra 2026/27, a indicação é de R$ 142,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em fevereiro de 2027. Para março de 2027, as tradings indicam R$ 130,00 por saca de 60 Kg CIF. Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, tradings indicam para soja disponível entre R$ 120,00 e R$ 127,00 por saca de 60 Kg FOB, conforme o mês de recebimento. Para retirada em novembro e pagamento em janeiro de 2027, a indicação chega a R$ 127,00 por saca de 60 Kg FOB. Para safra futura 2026/27, tradings indicam R$ 119,00 por saca de 60 Kg FOB.
Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.